Pedro da Silveira

Poeta português e militante anti-fascista, Pedro Laureano de Mendonça da Silveira nasceu em 1922, na freguesia de Fajã Grande, na ilha das Flores, nos Açores, e faleceu a 13 de abril de 2003, em Lisboa.
Oriundo de uma família liberal e maçónica, Pedro da Silveira esteve, durante a sua juventude, ligado ao anarco-sindicalismo, chegando a ter os seus direitos políticos apreendidos por António Salazar que lhe retirou o direito de voto. O jovem açoriano colaborou ativamente nas campanhas eleitorais para a presidência de Norton de Matos (1949) e de Arlindo Vicente (1958). Defendeu a criação de uma Federação Ibérica, com as fronteiras independentes originais e com a inclusão dos Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde. A residir em Lisboa desde 1951, o poeta exerceu várias profissões, como delegado de propaganda médica, consultor literário de uma editora, tradutor, investigador literário, diretor do serviço de Investigação e Espólios da Biblioteca Nacional e colaborou na Seara Nova e na atualização do Dicionário Bibliográfico Português.
Sem habilitações académicas superiores, mas com vasta cultura autodidata, Pedro da Silveira, um dos grandes poetas açorianos, publicou A Ilha e o Mundo (1952), Sinais de Oeste (1961), Corografia (1985), Mesa de Amigos (1985), e, em 2000, começou a ser publicada, por volumes, a sua obra poética completa, na coletânea Fui ao Mar Buscar Laranjas, uma edição corrigida e aumentada.

Como referenciar: Pedro da Silveira in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-01-10 03:50:57]. Disponível na Internet: