Penacova

Aspetos Geográficos
O concelho de Penacova, do distrito de Coimbra, é limitado a sul por Vila Nova de Poiares, a oeste por Coimbra e a este por Tábua e Arganil. Está situado numa meia encosta, a cerca de 290 metros de altitude, e tem na base a passagem do rio Mondego. O solo não é muito fértil, é geralmente delgado e ácido, à exceção dos terrenos férteis das ínsuas dos rios Mondego e Alva.
Possui uma área que abrange 217,3 km2, subdividida em 11 freguesias: Carvalho, Figueira de Lorvão, Friúmes, Lorvão, Oliveira do Mondego, Paradela, Penacova, S. Paio de Mondego, São Pedro de Alva, Sazes do Lorvão e Travanca do Mondego. Em 2005, o concelho apresentava 16 785 habitantes.
O natural ou habitante de Penacova denomina-se penacovense.

História e Monumentos
A povoação de Penacova aparece documentada a partir de 936, e parece ter sido vítima de um ataque Mouro. Em 1192, foi repovoada e foi-lhe outorgado um foral por D. Sancho I, confirmado em 1219. Em dezembro de 1513, D. Manuel I atribuiu-lhe um novo foral.
Do património arquitetónico, fazem parte o Pelourinho de Penacova (séc. IX/X), transformado em cruzeiro, situado junto ao local do antigo castelo, entretanto desaparecido, que deveria ter sido construído nos séculos IX ou X e baluarte cristão nas lutas com os muçulmanos, e o Pelourinho do Carvalho (séc. XVI), da época manuelina. No que se refere a monumentos religiosos são de destacar: o Mosteiro de Lorvão, que remonta a sua fundação ao séc. VI e foi reformado nos séc. XVII e XVIII, onde sobressai a fachada voltada ao exterior e os arcos da portaria da Igreja; a Igreja Matriz de Penacova (séc. XVI), que tem várias capelas e na sacristia guarda-se uma lápide romana do séc. I que prova o povoamento e romanização da vila nesta época; a capela da Nossa Senhora do Mont´Alto, que é um santuário de montanha de origem pré-histórica, embora a construção atual seja do século XVIII; e a Igreja Matriz de S. Pedro de Alva, que coincide com duas épocas construtivas (séc. XVI-XVII) e que se localiza numa área que até ao início do séc. XX era conhecida por "Farinha Podre".

Tradições, Lendas e Curiosidades
Relativamente às feiras e mercados, existe uma feira em Penacova, às segundas e quintas-feiras de cada mês, um mercado em Lorvão, no último domingo do mês, a feira de Espinheira, ao sábado, e nos dias 22 e 28 de cada mês realiza-se uma feira em S. Pedro de Alva.
O feriado municipal é no dia 17 de julho.
O concelho possui paisagens onde coexistem os moinhos de vento, nomeadamente nas serras da Aveleira e na da Atalhada e os fornos característicos de cal. Nos rios, com destaque para o Mondego, é possível fazer desportos náuticos como por exemplo circuitos de caiaque.
A nível do artesanato, destacam-se a tecelagem e os trabalhos bordados.

Economia
Apesar dos solos não serem, na generalidade, muito férteis, a agricultura é uma das atividades económicas importantes do concelho, destacando-se a produção de batata, milho, legumes, fruta, vinha e oliveira. A criação de gado representa uma grande fonte de ajuda nas receitas do agregado familiar agrícola. Com uma zona florestal que ocupa cerca de 70% dos terrenos, a exploração florestal principalmente do pinheiro bravo, do eucalipto e da acácia é a maior fonte de riqueza do concelho.
O desenvolvimento industrial tem sido gradual, não muito acentuado, talvez devido à falta de acessibilidades.
A nível do comércio, o concelho possui uma rede de abastecimentos comerciais considerada autossuficiente.

Como referenciar: Penacova in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-12-06 11:39:11]. Disponível na Internet: