Persas versus Bizantinos

O Império Bizantino dominou a maior parte do território da Ásia Menor de meados do século VI a. C., o que não impedia um considerável grau de autonomia das cidades gregas. O poderio do seu império foi irremediavelmente abalado no século IV a. C., sendo subjugado pelo Império da Macedónia de Alexandre o Grande. Posteriormente, nos séculos I e II a. C., os romanos passaram a controlar esta região do Globo.
No final do século V fatores económicos aliados à pressão de povos bárbaros nas fronteiras do império romano conduziram ao seu colapso na Europa Ocidental; contudo o império oriental sediado em Constantinopla (Bizâncio) subsistiu por cerca de mil anos.
No século IV, com a divisão do Império Romano, a Ásia Menor havia sido integrada no Império Bizantino. Mais tarde, no decurso do século XI, este território foi invadido pelos turcos seljúcidas que em 1071 alcançaram uma decisiva vitória sobre os bizantinos na Batalha de Manzikert. Na centúria seguinte os seljúcidas devastaram muitas localidades do Centro e Este da Anatólia, apesar do seu objetivo primordial ser a eliminação dos heterodoxos shiitas e não dos bizantinos. Este povo estabeleceu o sultanato de Rum que governava a Anatólia Central nos séculos XII e XIII. Os povos nómadas que possibilitaram algumas das suas vitórias foram sendo empurrados para o Oeste da Anatólia, onde se encontravam os últimos redutos defensivos bizantinos.
O sultanato de Rum de início pretendia copiar o modelo imperial de Bagdade; contudo, o facto de ter um grande número de cristãos a viverem dentro das suas fronteiras conferiu-lhe um status diferente dos demais estados islâmicos, que conduziu à organização do Império Otomano emergente no século XIV.

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