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pessimismo
Pessimismo remete para a ideia de que tudo é mau, muito mau, é péssimo (daí o nome). Em filosofia, entende-se como um sistema dos que não acreditam no valor da existência no progresso moral e material, na melhoria das condições sociais nem em qualquer evolução para melhor e para o ótimo.
O pessimismo é, profundamente, existencial e metafísico na medida em que é a própria existência que surge sem sentido. Filósofos como Kierkegaard (1813-1855), Schopenhauer (1788-1860) e Nietzsche (1844-1900) foram pessimistas. Na perspetiva do filósofo Schopenhauer, viver é sofrer, com pequenos instantes de felicidade, o que leva a considerar que a vida é absurda. Para o filósofo, a vida é dor, efemeridade e miséria; a existência é um completo sem sentido; a única salvação do homem é poder esperar o repouso no nada.
Diz Antero de Quental que "O pessimismo não é um ponto de chegada mas um caminho. É a síntese da negação no esforço da natureza, a luz implacável caindo sobre o acervo das ilusões, das causas naturais" .
No romantismo e na transição dos séculos foram evidentes as correntes de pessimismo. Nos finais do século XIX e do século XX, o pensamento do vazio e do absurdo é facilmente observável em filósofos, escritores e artistas. Por exemplo, Fernando Pessoa, sobretudo através do heterónimo Álvaro de Campos, na terceira fase, marcada pela abulia, revela constantemente o pessimismo em relação à existência.
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