Peter Behrens

Arquiteto alemão, Peter Behrens nasceu em 1868, em Hamburgo, e faleceu em 1940. Estudou pintura em Kalsruhe e em Dusseldorf, deslocando-se posteriormente para Munique, em 1890.
Dois anos mais tarde, juntamente com alguns colegas, funda o movimento Munich Sezession, dedicando-se às artes gráficas, à pintura e ao desenho. Em 1897 integra o movimento Oficinas Reunidas de Artes e Ofícios. Nesta altura passa a dedicar-se também à arquitetura.
Entre 1899 e 1903 leciona na recém-constituída Colónia dos Artistas em Darmstadt, juntamente com outros seis artistas, a convite do grão-duque Ernst Ludwig von Hesse. Posteriormente, o arquiteto Muthesius chama-o para dirigir a Escola de Artes Aplicadas de Dusseldorf. Em 1907, o diretor da AEG (Companhia Elétrica Geral) nomeia-o consultor artístico da empresa, passando Behrens a ser reponsável pelos projetos de edifícios, de equipamento, de peças industriais (candeeiros e cadeiras) ou de produtos gráficos (logótipos, papéis de carta). Esta situação permite-lhe desenvolver a aspirada relação entre arquitetura, desenho e indústria, o que o transforma num dos profissionais mais interessantes na Alemanha desta época. O seu trabalho mais importante para esta empresa foi precisamente um conjunto de edifícios fabris, dos quais se destaca a Fábrica de Turbinas, onde utilizou livremente as novas possibilidades técnicas, acentuando o contraste entre o betão enquanto suporte e o vidro enquanto preenchimento.
Neste período, Peter Behrens contou com a colaboração de Le Corbusier, de Walter Gropius e de Mies van der Rohe, tendo exercido grande influência na formação destes jovens arquitetos.
Entre 1911 e 1912 executou projetos para o edifícios de escritórios da Mannesmann-Rohrenwerke, em Dusseldorf e para a Embaixada Alemã em São Petersburgo.
Após a Primeira Guerra Mundial, entre 1920 e 1924, realizou parte do complexo de edifícios da fábrica de produtos químicos IG-Farben, em Hochst, no qual se salienta o vestíbulo de entrada, coberto por uma cúpula prismática.
Entre 1922 e 1927 foi diretor da Academia das Artes de Viena, sucedendo a Otto Wagner.
Neste ano desenhou uma casa com terraço para integrar a exposição Werkbund, no bairro Weisenhof, em Estugarda. Em 1929 participa no concurso para a renovação da Alexanderplatz, em Berlim, para onde projetou edifícios de escritórios com estrutura em betão armado.
Em 1936 foi nomeado diretor do departamento de arquitetura na Academia Prussiana das Artes, em Berlim.
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