Peter Bogdanovich

Realizador norte-americano nascido a 30 de julho de 1939. Acérrimo cinéfilo, começou por ser crítico cinematográfico, tendo escrito também livros sobre Howard Hawks e John Ford. Em 1965, tornou-se ator e encenador teatral em Nova Iorque e foi no decurso de um espetáculo que conheceu o produtor e realizador Roger Corman. Foi este quem lhe deu o apoio necessário para realizar a sua obra de estreia: Targets (Alvos, 1967), um thriller de baixo orçamento protagonizado por Boris Karloff. O filme teve sucesso no circuito independente, o que levou os produtores a apostarem nele para realizar The Last Picture Show (A Última Sessão, 1971), um retrato de uma pequena cidade do Texas nos anos 50 e que rendeu dois Óscares aos atores Cloris Leachman e Ben Johnson, bem como uma nomeação para Bogdanovich para Melhor Realizador. Ao êxito do filme, seguiram-se outros como What's Up, Doctor? (Que se Passa, Doutor?, 1972) e Paper Moon (Lua de Papel, 1973). A partir daí, o seu trabalho decresceu de qualidade, somando fracassos de bilheteira como Daisy Miller (1974), Nickelodeon (Vendedores de Sonhos, 1976) e Saint Jack (Noites de Singapura, 1979). Aliado a isso, o seu nome fazia as parangonas dos tabloides de escândalos, devido aos seus envolvimentos afetivos com a atriz Cybill Shepherd e a playmate Dorothy Stratten (esta seria brutalmente assassinada pelo seu ex-marido em 1981). O realizador ainda deixou a sua marca em filmes como Mask (Máscara, 1985) e Texasville (1990), enveredando também por uma carreira de ator, surgindo esporadicamente em alguns episódios da série televisiva The Sopranos (Os Sopranos, 1997-2004).
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