Phineas T. Barnum

Empresário de circo e de espetáculos norte-americano, Phineas T. Barnum nasceu a 5 de julho de 1810, em Bethel, no Connecticut, e morreu a 7 de abril de 1891. Na juventude teve vários empregos, entre os quais o de vendedor de bilhetes de teatro. A estreia no mundo do espetáculo deu-se, em Nova Iorque, aos 25 anos, quando exibiu Joyce Heth, uma escrava negra com, alegadamente, 161 anos que teria sido ama do presidente George Washington.
Barnum exibiu-a durante um ano com muito sucesso por todo o território dos Estados Unidos da América, até que ela morreu. Esta digressão incluía também a presença de acrobatas, artistas, pessoas com deficiências físicas e animais selvagens.
Em 1841, comprou um museu em Nova Iorque, onde exibiu o anão General Tom Thumb, assim como os gémeos siameses Chang e Eng, uma sereia e uma mulher com barba. Em exposição estava também uma coleção de fósseis e outra relativa a história natural. Três anos depois, fez uma digressão a Inglaterra, onde a grande atração era o anão Tom Thumb. Em 1850, variou a sua área de intervenção no mundo do espetáculo ao organizar uma digressão na América com a soprano sueca Jenny Lind, que foi um grande sucesso comercial. Cinco anos depois, escreveu e editou uma autobiografia, a primeira de muitas experiências no mundo das letras.
Desempenhou, ainda, as funções de legislador até que, em 1871, alcançou o seu maior sucesso como empresário ao montar em Brooklyn, Nova Iorque, um circo itinerante, que viajava de comboio através dos Estados Unidos da América e do Canadá. Neste circo, anunciado como o maior espetáculo do mundo, era exibida uma coleção de animais selvagens e existia um museu de aberrações. Dez anos depois, o circo foi fundido com o de outro empresário, James Anthony Bailey, e viria a ser reconhecido internacionalmente.
Em 1882, em Inglaterra, Barnum comprou Jumbo, o maior elefante africano até então conhecido. Apesar dos grandes protestos que houve em Inglaterra, acabou por levar o animal para os Estados Unidos. Jumbo alcançou grande sucesso até que, em 1885, foi atropelado mortalmente por um comboio no Canadá. O elefante foi então embalsamado e continuou a participar em digressões dos circos de Barnum. Em 1889, Jumbo foi doado ao Museu Barnum, da Universidade de Tufts, financiada em parte pelo próprio empresário. Nesse mesmo ano, Barnum fez a última digressão em Inglaterra.
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