Photo-Secession

No final do século XIX já se fazia sentir um descontentamento crescente em relação ao estilo de fotografia que se encontrava estabelecida em Inglaterra e nos Estados Unidos da América. Em Inglaterra, este descontentamento levou a uma massa de demissões da Photographic Society e à formação do grupo Linked Ring.
Nos EUA, em 1902, um grupo de fotógrafos vanguardistas, liderado por Alfred Stieglitz, procurou fugir da fotografia convencional, criando a sua própria estética.
Este último grupo, que procurava desviar-se do realismo da pintura, ficaria conhecido como Photo-Secession. O nome "secession" veio de um grupo de artistas da Áustria e da Alemanha, que tinham quebrado a sua ligação com as regras académicas.
Edward Steichen, Clarence White, Gertrude Kasebier e Alvin Langdon Coburn foram alguns dos membros fundadores do Photo Secession.
Características deste movimento foram o emprego de processos de impressão especiais (como, por exemplo, a goma bicromatada) e o trabalho artístico, que muitas vezes era feito à mão na busca da pureza dentro de uma estética própria.
A partir de novembro de 1905, o grupo começou a expor o seu trabalho nas galerias 291, que ficavam precisamente no número 291 da Quinta Avenida, em Nova Iorque.
O grupo manteve-se unido durante aproximadamente dez anos através da sua revista Camera Work, que funcionou como uma espécie de fórum de críticas e de opiniões sobre todas as artes, embora com uma especial incidência sobre a fotografia.
Como referenciar: Photo-Secession in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-11-24 20:51:01]. Disponível na Internet: