Pierre Soulages

Pintor francês, Pierre Soulages nasceu em 1919, em Aveyron, no sudoeste da França. Em 1941, foi estudar para a Escola de Belas-Artes de Montpellier e começou a pintar em 1946. No ano seguinte, instalou-se em Paris e, em 1949, foi nesta cidade que realizou a sua primeira exposição individual.
No fim dos anos quarenta, desenvolveu uma gramática formal abstrata com temáticas ligadas aos monumentos pré-históricos e romanos da região de Auvergne e às madeiras negras que povoam a sua memória de infância. Mais tarde, tomou contacto com a obra de Cézanne e de Picasso.
Nas suas pinturas, Soulages confere especial importância às qualidades percetivas da imagem, ao seu efeito visual, evitando qualquer alusão evidente a formas identificáveis. A liberdade das pinceladas, a espontaneidade dos gestos e a abstração da composição, inserem a sua obra na tendência designada por Tachismo, uma corrente estética que se integra no movimento informalista e se liga também ao Expressionismo Abstrato americano.
A partir de uma clara influência da linguagem formal caligráfica, este artista cria signos que resultavam de operações intuitivas e rápidas e permitiam a identificação das formas com o próprio gesto que as criou. A sua pintura, assumida como uma experiência física com qualidades poéticas, encontra-se paradigmaticamente representada pelos quadros "Painting 12/31/1964", realizado em 1964, e "Pintura 16", de 1965, nos quais algumas manchas produzidas por amplas pinceladas de tinta preta de sentido vertical preenchem a superfície da tela, definindo uma forte massa preta, realçada pelo contraste com as zonas brancas que constituem o fundo da telas.
A partir de finais da década de 70, Soulages produziu quadros de inúmeros formatos mas sempre negros ou castanhos, apresentando empastamentos brilhantes, onde a luz assume uma qualidade especial.
Para além da atividade como pintor realizou alguns trabalhos ligados ao teatro, como os cenários e figurinos das peças "Heloisa e Abelardo", de Roger Vaillant (1949) e de "Pujança e Glória", de Graham Greene (1951).
Em 1975 foi-lhe atribuído o Grand Prix des Arts.
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