Poesia (1952-1980)

Publicada pelas edições O Oiro do Dia, a coletânea Poesia (1952-1980), de Fernando Guimarães, reúne poemas das obras A Face Junto ao Vento, Os Habitantes do Amor, As Mãos Inteiras, Como Lavrar a Terra, Mito e Nome, a que acrescenta Narciso e o Encontro da Morte e De Onde Vimos? Quem Somos? Para Onde Vamos?, respetivamente, em forma de introdução e conclusão. Lirismo reflexivo, densamente filosófico, resultado de meditações sobre a unidade Homem-linguagem-ser e sobre as dialéticas do amor e da morte, construído com aparente simplicidade numa expressão rigorosamente cadenciada e harmoniosa. A lombada do volume reproduz uma reflexão teórica de Fernando Guimarães sobre a sua conceção de poesia enquanto linguagem detentora de uma existência própria, entre o silêncio e a palavra, e independente de quem a transmite: "Pode dizer-se talvez que a poesia é o "silêncio de um nome". Os caminhos a que a ela nos conduz são tão próximos como a intimidade de qualquer linguagem. Mas não é em nós que essa linguagem existe. Há nela uma realidade própria, a de algo que vem, com efeito, recusar a presença de quem é capaz de a pronunciar, na medida em que poderia então ser excessiva."
Como referenciar: Poesia (1952-1980) in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-12-06 11:03:33]. Disponível na Internet: