Poesia (Quase Toda e Até Agora)
Precedido da dedicatória "A Carlos de Oliveira que me ensinou, antes de Barthes, "a responsabilidade da forma", no prefácio, José Fernandes Fafe assinala as leituras deslumbradas de Régio e de Manuel Bandeira; a influência de Cochofel e de Carlos de Oliveira na sua atração pelo neorrealismo, no que ele lhe oferecia de encontro com uma harmonia desejada; bem como de autores de tendência diversa como Éluard ou Desnos. Confessa-se, porém, sobretudo depois de Poesia Amável, "do lado de Crátilo contra Hermógenes", procurando "nas palavras uma analogia com as coisas, o que no significante restará, ainda, da primeira vez delas: um eco abafado, um traço delido..., que se deve encontrar na linguagem, porque a ela deve ter passado, quando se apôs às coisas o rótulo do nome...", afirmando que o "que é preciso é limpar as palavras, da sujidade das mãos, da fuligem do tráfego, da poluição pelo comércio dos dias..." (cf. FAFE, José Fernandes - prefácio a Poesia (Quase Toda e Até Agora), Lisboa, 1987, p. 22). Reunindo os volumes A Vigília e o Sonho (1951), O Anjo Tutelar (1958), Poesia Amável (1963) e Belém do Pará, o conjunto poético aqui coligido remete sobretudo, num estilo depurado, perpassado por discreta ironia, para a reivindicação de ideais de justiça e fraternidade.
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Como referenciar
Poesia (Quase Toda e Até Agora) na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$poesia-(quase-toda-e-ate-agora) [visualizado em 2026-06-09 14:28:44].
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