polo

O polo joga-se num campo relvado, onde duas equipas de quatro cavaleiros cada tentam introduzir uma bola de madeira, ou bambu entre os dois postes de uma baliza, com o recurso a um malho, o qual se manuseia com uma pega longa e flexível.
O polo teve a sua origem na Ásia central, mais concretamente na Pérsia, num período de tempo que vai desde o século VI a. C. ao século I d. C.. Este jogo, na época, servia de treino às tropas de elite, funcionando como espécie de mini-batalha, já que de cada lado podiam estar cerca de uma centena de soldados. O polo transformou-se rapidamente no desporto nacional na Pérsia, mas só era praticado pelos nobres, sendo permitida a participação de homens e mulheres. Da Pérsia o desporto espalhou-se pela região árabe e daí para o Tibete, China e Japão.
Já no século XIII, o polo é introduzido na Índia pelos conquistadores muçulmanos. Foi preciso esperar até 1859 para que, oficialmente, os primeiros europeus praticassem a modalidade. Foi em Silchar, na Índia, onde os produtores ingleses de chá formaram, em 1859, o primeiro clube europeu de polo. Seguiu-se, nos inícios de 1860, o Clube de Polo de Calcutá. Em 1866, um capitão militar britânico viu um jogo de polo na Índia e de imediato formou uma equipa com outros oficiais, levando a que até ao fim desse ano houvesse vários jogos entre a Cavalaria britânica estacionada na Índia. Em 1870, houve um jogo entre militares em Inglaterra, com a particularidade de, para além da presença de oito elementos em cada equipa, quase não haver mais regras. De qualquer forma, a modalidade conheceu desde logo uma grande expansão em Inglaterra e, pouco tempo depois, já havia jogos com assistências de cerca de dez mil espectadores. O jogo deixou de ser exclusivo dos militares e passou então ser disputado também por equipas de universitários e de nobres.
Em 1876, James Gordon Bennett, um atleta e editor de jornais, levou o polo para os Estados Unidos, onde se tornou também muito popular. Aliás, foi neste país que, em 1881, se introduziu uma alteração significativa, com a redução do número de atletas por equipa para cinco. A Grã-Bretanha seguiu esta tendência de redução e, dois anos depois, passou a formar equipas de quatro, número que ainda hoje se mantém. O jogo era cada vez mais popular, mas apenas praticado pelos mais ricos devido aos elevados custos de manter um estábulo de cavalos.
Em 1886, os norte-americanos desafiaram os ingleses e levaram a que se disputasse a primeira competição internacional. Os britânicos ganharam e só em 1909 é que os Estados Unidos alcançaram a primeira vitória.
Até 1909 o polo era jogado de uma forma lenta, com pequenas pancadas na bola, mas os americanos revolucionaram o estilo de jogo ao optarem por batidas longas, o que tornou o desafio mais rápido e aberto.
A Argentina, nos anos 20, aderiu em massa ao polo, chegou a haver assistências de 60 mil espectadores, levando a que em 1928 se disputasse a Taça da América, frente aos EUA.
Só em 1971 surgiu outra competição intercontinental, com a disputa de um jogo, de novo, entre Estados Unidos e Inglaterra, chamada de Taça da Coroação, com a vitória a caber aos primeiros. Em 1980 teve lugar o primeiro campeonato da Europa.
O polo joga-se, atualmente, num campo com 274 metros de comprimento e 140 de largura. As balizas, uma em cada extremo do campo, têm sete metros de largura e é contabilizado um ponto quando a bola é introduzida numa delas, depois dos cavaleiros a trocarem entre si com recurso aos tacos. Cada jogo tem quatro períodos, de 7,5 minutos na Europa, seis nos Estados Unidos e oito na Argentina.
Nos Estados Unidos há também uma versão indoor (recinto fechado) onde o campo tem 90X45 metros e é utilizada uma bola de couro. Cada equipa só tem três elementos e o resto das regras é idêntico ao polo tradicional.
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