Ponte de Sor

Aspetos Geográficos
O concelho de Ponte de Sor, do distrito de Portalegre, localiza-se no Alentejo (NUT II), no Alto Alentejo (NUT III). Ocupa uma área de 839,5 km2 e abrange sete freguesias: Galveias, Montargil, Ponte de Sor, Foros de Arrão, Longomel, Vale de Açor e Tramaga.
O concelho encontra-se limitado a nordeste pelo concelho do Crato, a norte por Gavião e Abrantes (distrito de Santarém), a este por Alter do Chão e Avis, a sul por Mora, no distrito de Évora, a sudoeste por Coruche e a oeste por Chamusca e Abrantes. O concelho apresentava, em 2005, um total de 17 673 habitantes.
O natural ou habitante de Ponte de Sor denomina-se ponte-sorense.
Possui um clima marcadamente mediterrânico, caracterizado por uma estação seca, bem acentuada no verão, e por uma precipitação irregular.
O edificado estende-se na transição da planície alentejana para os montados do Alto Alentejo, na interseção de um nó de uma importante via de comunicação. O relevo é pouco acidentado, apresentando uma morfologia suave, com altitudes que pouco ultrapassam os 200 m e onde se destacam dois montes, Barracão (185 m) e Cabeços (203 m).
Como recursos hídricos, possui a ribeira de Sor, a ribeira de Andreu, a ribeira do Vale de Boi, a ribeira do Maltim, a ribeira do Arrão e a barragem e albufeira de Montargil.

História e Monumentos
Existem referências a estas terras, que datam do final do século III, no reinado do imperador romano Marco Aurélio Probo, como fazendo parte da via militar romana entre Olissipo (Lisboa) e Mérida. Na Idade Média, a ponte sobre a ribeira de Sor ruiu trazendo o isolamento à povoação. No reinado de D. Sancho I, em 1199, a Sé de Évora concedeu o primeiro foral à vila. No reinado de D. Duarte, na altura de um surto de peste em Lisboa, a Corte refugiou-se neste concelho.
Em agosto de 1514, foi-lhe outorgado novo foral, por D. Manuel I.
A origem do topónimo deve-se à existência da ponte romana sobre a ribeira de Sor, sendo esta o ex-líbris do concelho.
Ao nível do património arquitetónico e monumental, destaca-se a ponte de Sor, originariamente romana, do reinado de D. João VI.
Destacam-se ainda a Igreja Matriz, do século XVII, reedificada após um incêndio e que apresenta um belo altar de ferro forjado na janela da sacristia; a Igreja da Misericórdia, anterior a 1731; as capelas de S. Pedro e de Santo António, datadas do século XVII, e a Igreja de Nossa Senhora da Orada.

Tradições, Lendas e Curiosidades
Das manifestações populares e culturais, a referência vai para as festas da cidade, na segunda semana de julho, em que decorrem várias atividades, como um festival folclórico, espetáculos e um festival de artesanato e gastronomia; a festa de Nossa Senhora dos Prazeres, entre 13 e 15 de agosto; o piquenique de confraternização e o feriado municipal, na segunda-feira de Páscoa; a feira de São José, no dia 19 de março, e a feira de S. Francisco, que decorre de 4 a 6 de outubro.
No artesanato, são de referir os bordados, as rendas, as malhas, a cestaria de vime, os trabalhos decorativos de cortiça, de mármore e de madeira.

Economia
No concelho predominam as atividades ligadas ao setor terciário e secundário. No secundário destacam-se as indústrias de extração de cortiça, descasque de arroz, cerâmica, azeite, laticínios e montagem de veículos automóveis. No setor primário, de menor importância na economia concelhia, o destaque vai para a sua vasta área florestal.
Na agricultura, predominam os cultivos de cereais para grão, prados temporários e culturas forrageiras, as leguminosas secas para grão, o pousio, o olival, prados e pastagens permanentes. A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de aves, ovinos e suínos.
Quase 53% (15 649 ha) do seu território está coberto de floresta, prevalecendo o montado de sobreiros.
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