Pontifex Maximus

Este cargo foi criado pelo Senado no início do período republicano e quem o ocupava era o sacerdote mais importante, sendo, por conseguinte, o dirigente supremo da religião no Estado romano. Devendo inicialmente ser um homem descendente de uma família patrícia, passou gradualmente a ser ocupado também por plebeus, à medida que estes adquiriam cada vez mais poder e influência.
O Pontifex Maximus ou Pontífice Supremo tinha residência oficial no Fórum Romano (num templo chamado Regia) mas houve alturas em que se estabeleceu na Casa Pública ou Domus Publicus, que ocupava juntamente com as Vestais.
O cargo era ocupado por eleição, era vitalício e cabia ao Pontifex Maximus zelar pela organização dos colégios de sacerdotes como as Vestais, os áugures, os demais pontífices e os feciais, sendo o chefe do Colégio dos Pontífices.
Depois da chegada do Império (concretamente, em 12 a. C.) e até ao ano de 375 d. C., o imperador tomou para si (apesar de outorgado pelo Senado) o título e as funções do Pontifex Maximus, estreitando as ligações entre a religião e o Estado. O Pontifex Maximus trajava uma toga praetexta (com orlas em púrpura) e um barrete em lã com uma pequena vara também revestida a lã.
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