Portugal


Geografia

País do Sudoeste da Europa. Situado na parte ocidental da Península Ibérica, abrange uma superfície de 92 391 km2. Faz fronteira a norte e a este com a Espanha e a sul e a oeste é banhado pelo oceano Atlântico. O território português é composto por três unidades territoriais: Portugal continental, a Região Autónoma dos Açores e a Região Autónoma da Madeira, tendo estas duas últimas regiões órgãos de poder próprios, embora subordinados aos órgãos supremos da Nação.
Portugal continental administrativamente divide-se em 18 distritos: Viana do Castelo, Vila Real, Bragança, Braga, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Leiria, Santarém, Portalegre, Lisboa, Setúbal, Évora, Beja e Faro; que por sua vez se subdividem em concelhos, num total de 311, e estes ainda em freguesias. A Região Autónoma dos Açores é constituída por nove ilhas que se dividem em três grupos: O Ocidental, o Central e Oriental. Do grupo Ocidental fazem parte as ilhas Flores e Corvo, do grupo Central as ilhas Graciosa, S. Jorge, Terceira, Faial e Pico e do grupo Oriental as ilhas de S. Miguel, Santa Maria e ilhéu das Formigas. Por sua vez, a Região Autónoma da Madeira é formada pelas ilhas da Madeira Porto Santo, Desertas e Selvagens.
Para efeitos administrativos, após a entrada na CEE, foram criadas novas unidades administrativas designadas por NUT, nomenclatura das unidades territoriais para fins estatísticos de acordo com as normas da União Europeia, com vários níveis hierárquicos NUT I, NUT II, NUT III. A capital da República Portuguesa é Lisboa, destacando-se, no entanto, outras cidades de dimensão significativa como Porto, Coimbra, Setúbal, Aveiro, Braga e Faro.
O relevo de Portugal apresenta uma grande diversidade de formas. A norte do rio Tejo, apresenta-se muito acidentado, com exceção das planícies litorais, e com uma altitude média superior a 400 metros, recortado por vales encaixados e rios com caudais significativos. Por sua vez, a sul do Tejo o relevo é suavemente ondulado, com altitudes fracas, onde predominam as planícies. As serras com maior altitude estão situadas a norte do Tejo, destacando-se as serras da Estrela (1991 m), Gerês (1508 m), Marão (1416 m), Montemuro (1381 m) e Caramulo (1075 m). A sul do Tejo, salientam-se as serras de S. Mamede (1025 m), Monchique (902 m) e Caldeirão (577 m). O relevo português completa-se com uma franja de planícies litorais, realçando-se três grandes conjuntos: a planície da Beira Litoral formada pelas planícies aluviais do Vouga e Mondego, a planície do Algarve e as planícies aluviais do Tejo e do Sado. Os arquipélagos dos Açores e Madeira têm origem vulcânica e contam com um relevo acidentado. Nos Açores as costas marítimas são abruptas e rochosas, ao passo que a região interior é extremamente montanhosa, atingindo-se aqui a altitude máxima de Portugal no Pico, com 2351 metros. A Madeira caracteriza-se por ter uma elevada cadeia montanhosa na parte central da ilha.
Os rios mais importantes são, do norte para o sul de Portugal continental, o Minho, o Douro, o Tejo e o Guadiana, que nascem em território espanhol e desaguam no Atlântico. Entre os rios cujo curso é exclusivamente português, destacam-se os rios Cávado, Vouga, Mondego, Sado e Mira.

Clima

Portugal continental apresenta um clima temperado mediterrânico. À medida que se progride para o Norte do País, o clima apresenta-se mais húmido, as temperaturas mais baixas no inverno e mais suaves no verão, tornando-se assim mais evidente a influência marítima. As diferenças entre o Litoral e o Interior traduzem-se num progressivo aumento da secura com o maior afastamento do mar e, ao mesmo tempo, num maior contraste entre as temperaturas do verão e do inverno. A influência do relevo nas variações climáticas corresponde a um acréscimo da precipitação, mesmo no Interior, devido ao efeito de barreira que acentua as diferenças térmicas e de precipitação e ainda à moderação das temperaturas no verão e ao seu maior rigor no inverno. Nas áreas insulares, a ilha da Madeira apresenta na vertente norte um clima oceânico (bastante pluviosidade, sem período seco) e na vertente sul um clima subtropical (mais quente e menos chuvoso). O mesmo acontece com a ilha de Porto Santo. Os Açores registam nas ilhas todas do arquipélago características do clima temperado marítimo (temperaturas amenas e precipitação elevada e relativamente distribuída ao longo do ano). Nestas áreas insulares o relevo tem um papel fundamental, pois são as áreas de maior pluviosidade.

Economia

Economicamente o país apresenta uma elevada terciarização, devido ao desenvolvimento dos serviços e do comércio. O setor terciário emprega mais de metade da população ativa e o seu contributo para o Produto Interno Bruto é de aproximadamente 2/3.
A indústria, o segundo setor mais importante tanto no emprego como na produção, encontra-se concentrada em poucos distritos (Braga, Porto, Aveiro, Lisboa e Setúbal) e as suas linhas de orientação económica têm sido sobretudo a exportação de produtos com alguma tradição industrial no País (têxteis e confeções, calçado, celulose, cortiça) ou fruto de investimento estrangeiro (indústria automobilística). O abastecimento do mercado interno tem vindo a perder competitividade face à crescente concorrência de outros parceiros comunitários, em especial da Espanha.
Dos três setores de atividade, o setor primário é o que atravessa maiores dificuldades que têm como causas diretas a insuficiente modernização, os desequilíbrios na dimensão da propriedade, a falta de preparação técnica da mão de obra e a ausência de espírito empresarial por parte da maioria dos agricultores. Com a abertura dos mercados agrícolas e pecuários, os baixos níveis de produtividade e rendimento da agropecuária nacional são um obstáculo para um desenvolvimento do setor. Entre as produções que têm conseguido inverter essa tendência, merecem referência o setor vinícola, com uma clara aposta na qualidade em detrimento da quantidade, a fruticultura, a horticultura e a pecuária. A pesca é uma atividade que também enfrenta dificuldades pela dependência que existe em relação a países terceiros para poder exercer plenamente a sua atividade.
O arquipélago dos Açores, à semelhança de Portugal continental, tem no setor terciário o maior contributo para a formação do Produto Interno Bruto. No setor primário, destaca-se a pecuária e a pesca. O setor industrial assenta nas indústrias alimentares (laticínios, conservas) que transformam matérias-primas obtidas na região.
O arquipélago da Madeira tem a sua economia centrada no turismo, que direta e indiretamente proporciona as maiores receitas regionais. As tradicionais produções agrícolas (bananas, cana-de-açúcar, vinho) e artesanais (bordados, vime) beneficiam em larga medida do grande afluxo de turistas à região.

População

A população portuguesa distribui-se no território continental de forma desigual: a região litoral tem a maioria da população, concentrada principalmente nas duas áreas metropolitanas do país, Lisboa e Porto.
A população portuguesa tem vindo a aumentar, mas com um crescimento natural (natalidade menos a mortalidade) cada vez menor, levando a que o país se encontre envelhecido e não exista renovação de gerações. Por outro lado, a esperança média de vida tem vindo a aumentar, tanto nos homens como nas mulheres. O maior crescimento da população tem-se verificado nos distritos costeiros principalmente Setúbal, Porto, Aveiro e Braga, mas continua a diminuir nos distritos do interior.
A estrutura etária portuguesa caracteriza-se por uma base da pirâmide estreita, devido a uma redução da natalidade e topo da pirâmide etária cada vez mais largo, gerado pelo aumento do número de idosos.
Nos últimos tempos a imigração tem vindo a aumentar em consequência da entrada de africanos provenientes dos PALOP e europeus de Leste, estabelecendo-se principalmente nas grandes cidades portuguesas. A emigração permanente tem-se mantido a níveis baixos, desde a revolução do 25 de abril e com a entrada na União Europeia. Internamente, a migração é dominada pela atração exercida pelas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto em relação ao resto do País.

Arte e Cultura

Pode dizer-se que Portugal é um pequeno museu arquitetónico e artístico. Possui vários testemunhos temporais que marcaram o passado e que fazem o presente.
Da arquitetura românica (XI-XIII) são exemplos a Domus Municipalis de Bragança e as sés de Braga, Porto e Coimbra.
O gótico está bem patente em edifícios como o Mosteiro (Abadia) de Alcobaça, o Mosteiro da Batalha e a Sé de Évora. Em Portugal surgiu uma variante arquitetónica própria, o Manuelino, derivada do gótico já em fase final, onde estão presentes motivos marinhos e marítimos, fruto das descobertas marítimas portuguesas. Entre os exemplos mais marcantes desta época, merecem referência o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, e a janela do Convento de Cristo em Tomar.
A Casa dos Bicos em Lisboa é um bom exemplo da arquitetura renascentista, mas é na pintura que o Renascimento melhor se identifica com nomes como Grão Vasco e Nuno Gonçalves, o famoso pintor dos painéis de S. Vicente de Fora.
O barroco foi também uma época bastante importante no mundo das artes: a torre sineira da Igreja dos Clérigos, de Nicolau Nasoni, e a Igreja de Sta. Clara, ambas no Porto, são dois testemunhos importantes desta corrente artística, assim como o Convento de Mafra é o grande representante do estilo barroco português, o chamado barroco joanino.
De estilo neoclássico, destacam-se o Palácio da Bolsa, no Porto, e a Capela de S. João Batista da Igreja de S. Roque, em Lisboa.
O romantismo foi uma época marcada essencialmente pela pintura, com nomes como Tomás da Anunciação e Francisco Augusto Metrass.
O modernismo teve lugar já em finais do século XIX e princípios do século XX, dele fazem parte obras como a Ponte de D. Maria, no Porto, projeto do famoso arquiteto Gustave Eiffel, autor da conhecida Torre Eiffel, em Paris, França.
No século XX, encontram-se nomes como: António Areal, cujo trabalho de pintura e escultura se insere no Surrealismo, Abstracionismo, Neofigurativismo e na Arte Pop; Nadir Afonso, enquadrado no Abstracionismo; Paula Rego, cujos trabalhos também passaram por várias correntes artísticas, desde o Surrealismo à Arte Pop; Maluda, famosa pela sua pintura paisagística peculiar; Cargaleiro, pintor e ceramista; Siza Vieira, arquiteto de fama internacional, autor do projeto da Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira, e do pavilhão de Portugal na Expo'98; e por último, embora se pudessem citar muitos mais, Eduardo Souto Moura, arquiteto que alcançou fama internacional com a apresentação e aprovação em concurso de um projeto para um hotel na zona histórica de Salzburgo, na Áustria.
No campo da Literatura, uma das maiores riquezas culturais do país, Portugal percorreu um vasto caminho na ampulheta do tempo. As primeiras manifestações literárias remontam aos séculos XI-XIII e estão reunidas em cancioneiros, de que são exemplo as cantigas (textos em verso) compostas pelo rei D. Dinis. Mais tarde, em pleno renascimento, nasce o grande poeta português, Luís de Camões, autor do poema épico Os Lusíadas e de uma vasta obra lírica, cujo tema do amor se encontra aí sublimado, como é exemplo o poema "Amor é fogo que arde sem se ver". Posteriormente, o barroco é representado por nomes como Rodrigues Lobo (Corte na Aldeia), D. Francisco Manuel de Melo (Carta de Guia de Casados), e Padre António Vieira, famoso pelos seus sermões, como o Sermão de Santo António aos Peixes. No século XVIII, nasce um dos melhores poetas neoclássicos portugueses, Bocage. Depois, já no romantismo (XIX), surgem os grandes nomes da prosa portuguesa tais como: Almeida Garrett, que escreveu a emblemática peça de teatro Frei Luís de Sousa e a obra narrativa Viagens na Minha Terra; e Alexandre Herculano, em cuja obra poética e narrativa (por exemplo, Eurico, o Presbítero) está patente a vertente histórica. Na segunda metade do século XIX, ao realismo/naturalismo está ligado o nome de Eça de Queirós, um grande prosador nacional, autor de Os Maias. Surge, entretanto, o Simbolismo, introduzido em Portugal por Eugénio de Castro, de que se salientam também os nomes de António Nobre e Camilo Pessanha. A par do Simbolismo, aparece, com Teixeira de Pascoaes, um movimento artístico nacionalista, o Saudosismo, que pretende exaltar a "alma nacional". Já no dealbar do século XX, aparecem nomes ligados aos movimentos do Modernismo, do Surrealismo e do Futurismo, entre os quais Fernando Pessoa, considerado um génio da poesia portuguesa, Mário de Sá-Carneiro e Almada-Negreiros. Em 1940, durante o período conturbado da Segunda Guerra Mundial e em plena época ditatorial, surge uma corrente preocupada com a representação dos problemas sociais e humanos, a que se chamou Neorrealismo, da qual fazem parte nomes como Alves Redol e Fernando Namora. Portugal está repleto de bons escritores contemporâneos, entre eles Vergílio Ferreira, Agustina Bessa-Luís, Sophia de Mello Breyner, António Lobo Antunes e José Saramago (Prémio Nobel da Literatura, 1998).
Na música, de entre os interesses musicais que se cultivam no país, destaca-se o fado, considerado a canção nacional. A fadista Amália Rodrigues, já falecida, e o guitarrista Carlos Paredes são os expoentes deste género musical.

História

Pode talvez dizer-se que a História de Portugal começa no ano de 1095, data em que o Conde D. Henrique, vindo de Borgonha para ajudar a combater os muçulmanos que então ocupavam grande parte da Península, recebeu, em recompensa pelos seus feitos de armas, o Condado Portucalense de Afonso VI de Castela e Leão. O filho do borgonhês, D. Afonso Henriques, proclamado rei em 1143, lançou-se à conquista de novos territórios, quer em luta contra os reinos cristãos vizinhos, quer contra os potentados mouros. Esta luta, conduzida sucessivamente pelos monarcas D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II e D. Afonso III, durou até 1249, ano em que teve lugar a conquista do Algarve. Uma vez completo o território continental, Portugal entra numa época de organização interna, nos reinados de D. Dinis, D. Afonso IV, D. Pedro I e D. Fernando.
No século XV inicia-se a expansão ultramarina dos portugueses, que viriam a realizar mais ou menos metodicamente viagens de reconhecimento e comércio em África, na Ásia e na América. Assim, descobriram os arquipélagos dos Açores, da Madeira e de Cabo Verde; exploraram a costa atlântica de África e internaram-se no continente até chegarem à foz do Congo; dobraram o cabo das Tormentas em 1485 (a que então passaram a chamar cabo da Boa Esperança), atingiram a Índia por mar em 1498, descobriram o Brasil em 1500, foram os primeiros europeus a contactar com vários povos do Extremo Oriente, e foi mesmo um português (Fernão de Magalhães, em 1519-21) a realizar a primeira viagem de circum-navegação do globo. Foi, na frase do poeta, um "dar novos mundos ao mundo", assente, em grande medida, no esforço de planeamento e na determinação de um homem ímpar, o Infante D. Henrique, que impulsionou a fase decisiva do movimento expansionista.
Entretanto, sucediam-se no trono de Portugal vários monarcas (D. João I, D. Duarte, D. Afonso V, D. João II, D. Manuel I, D. João III). Na época de D. Manuel I, Portugal alcançou o máximo de poderio, com o qual apenas a Espanha rivalizava: um vasto império no Oriente, velas portuguesas navegando à vontade em todos os mares, o domínio de entrepostos e rotas que faziam de Lisboa um grande empório comercial. Com D. João III, porém, inicia-se um período de decadência que culminará com a perda da independência a favor de Espanha, em 1580, após o desaire militar das tropas de D. Sebastião na praça norte-africana de Alcácer Quibir. Desta forma, Portugal vê-se submetido ao domínio espanhol durante sessenta anos (correspondentes aos reinados de Filipe I, Filipe II e Filipe III), até que, em 1640, é restaurada a soberania nacional com a aclamação de D. João IV.
Longo período se passou. Sucedem-se no trono vários monarcas: D. Afonso VI, D. Pedro II, D. João V, D. José I, D. Maria I, D. João VI. Neste último reinado, em 1822, o Brasil proclama a sua independência, aclamando seu imperador o príncipe herdeiro de Portugal, D. Pedro. Passa Portugal por vicissitudes, pois a guerra civil (as chamadas Guerras Liberais) assola o país. É aclamado rei D. Miguel, depois D. Pedro IV e mais tarde D. Maria II, conseguindo-se a estabilidade apenas em meados do século XIX. Sucedem-se-lhe D. Pedro V, D. Luís, D. Carlos e D. Manuel II.
Em 1910 é proclamada a República, que irá viver um período agitado por dificuldades económicas, instabilidade política crónica e a penosa participação na Primeira Guerra Mundial de um contingente português. Em 1926, porém, um golpe militar impõe ao país uma ditadura que, consolidada por António de Oliveira Salazar, viria a durar 48 anos. Na sequência da revolução de 25 de abril de 1974 implanta-se um regime democrático que restabelece os direitos fundamentais dos cidadãos e de imediato dá por terminada a guerra colonial, que se arrastava desde 1961, ao conceder a independência às então colónias de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe - países que, como aliás sucedera com o Brasil, adotaram o português como língua oficial. Com a consolidação do regime democrático, Portugal vem tentando enveredar pelo caminho do progresso, para recuperar do atraso que, desde pelo menos o declínio do império ultramarino no século XIX e agravado por décadas de ditadura pouco esclarecida, mantém o país afastado do grupo dos países mais desenvolvidos. Nesta perspetiva, a adesão, em 1986, à Comunidade Económica Europeia, hoje União Europeia, representou uma nova etapa no posicionamento de Portugal no Mundo.
O território administrativo português de Macau passou para a administração chinesa a 20 de dezembro de 1999. Neste mesmo ano, Timor Leste, território reconhecido pela comunidade internacional como estando sob a administração portuguesa, libertou-se da ocupação indonésia que sofreu durante duas décadas, tornando-se um país independente.
Portugal é uma República constitucional de regime parlamentar e multipartidário, tendo como principais órgãos de soberania o Presidente da República, a Assembleia da República e o Governo, que entre si e em conjunção com outros órgãos (o Tribunal Constitucional, o Tribunal de Contas, o Supremo Tribunal Administrativo) asseguram o desempenho dos poderes legislativo, executivo e judicial.

Como referenciar: Portugal in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-01-20 12:01:27]. Disponível na Internet: