pós-colonial

Inserido numa série de movimentos vanguardistas do "pós", como o pós-modernismo e o pós-estruturalismo, o pós-colonialismo tornou-se popular ao mesmo que se transformavam em obsoletos alguns dos estereótipos ligados ao conceito de "Terceiro Mundo". Nesse contexto, o pós-colonialismo abrange tanto as questões relativas à situação dos países que partilham a experiência do domínio colonial na sua história recente como na problemática das respetivas diásporas que geograficamente estão situadas nos países outrora seus colonizadores. A situação dos descendentes dos povos colonizados que vivem nas áreas urbanas das sociedades ocidentais do "Primeiro Mundo" sugerem o estudo da forma como, por vezes, a antiga relação colonizador-colonizado ainda persiste de maneira informal nas relações sociais e institucionais, em que a sociedade ocidental constrói unilateralmente os papéis dos elementos da diáspora que, por seu lado, se esforçam por afastar, sobrepondo os seus próprios conceitos.
Em termos de movimentos literários, a teoria pós-colonial abrange o estudo e a análise das obras produzidas tanto em países que foram colonizadores como colonizados. É o exemplo de Edward Said e a sua análise de Joseph Conrad no âmbito dos relações entre ingleses e africanos no século XIX. Outros autores ocidentais, como Jean-Paul Sartre, são objeto de estudo tanto das universidades europeias como norte-americanas, onde a teoria pós-colonial surgiu e criou raízes. As vozes críticas da teoria pós-colonial salientam o facto de esta estar demasiado dominada pelo ponto de vista eurocêntrico das academias ocidentais, por estar demasiado próxima, em termos temporais e históricos de uma realidade, e por isso não possuírem a necessária distância para uma análise isenta.
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