Pós-impressionismo

O movimento pós-impressionista surgiu como uma intelectualização do Impressionismo, entendido pelos artistas que o integraram como um método empírico de perceção da realidade. O pintor G. Seurat foi considerado o principal teorizador deste movimento e o primeiro a desenvolver a técnica do pontilhismo. Através da sua "pintura ótica", Seurat apresentou os fundamentos desta nova técnica, posteriormente seguida por outros pintores como Paul Signac.
Ao contrário dos impressionistas que aplicavam e misturavam a tinta sobre a paleta, Seurat colocava-a diretamente sobre a tela em pequenos pontos de concentração variável, correspondentes às cores do objeto visto de perto. Por sua vez, estes pontos eram compostos na retina, através de um processo de mistura ótica. Um maior efeito lumínico e cromático era desta forma conseguido, pelo contraste simultâneo. Dando forma e expressão às formulações no campo da teoria da cor, Seurat tentou racionalizar as sensações causadas pela pintura. Na obra A Grande Jatte, realizada entre 1884 e 1885, concretiza os fundamentos da sua estética e pesquisa pictórica.
Os seus contemporâneos Vincent Van Gogh e Paul Gauguin contribuíram igualmente para a definição de uma pintura baseada na simbologia codificada da cor, como meio de expressão de sentimentos e tensões.
Paul Cézanne desenvolve uma representação objetiva, menos emotiva, que se revela tendência para a geometrização dos elementos formais da composição.
Como referenciar: Pós-impressionismo in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-11-28 11:10:43]. Disponível na Internet: