proteínas

As proteínas são compostos orgânicos constituídos por cadeias de aminoácidos unidos por ligações peptídicas. São as moléculas orgânicas mais abundantes e constituem mais de 50% do peso seco dos organismos vivos.
Cada proteína é constituída por cerca de 20 aminoácidos diferentes. No entanto, a grande variedade de combinações possíveis permite a formação de dezenas de milhares de proteínas diferentes, com estruturas e funções muito diversas. Desempenham muitas funções nos seres vivos. As enzimas, a insulina, uma hormona, e a hemoglobina são exemplos de proteínas com funções diversas.
Tendo sido identificadas em 1838, por Gerardus Mulder, as proteínas são reconhecidas atualmente como o principal constituinte celular, imprescindíveis para a construção e manutenção das células individuais e, portanto, para a existência de qualquer ser vivo. Qualquer proteína é constituída por aminoácidos, que por sua vez são constituídos por carbono, hidrogénio, oxigénio, azoto e, frequentemente, enxofre, unidos por ligações peptídicas. Algumas proteínas contêm, além da(s) cadeia(s) de aminoácidos, outros grupos químicos, podendo nesse caso ser classificadas como nucleoproteínas (quando contêm ácidos nucleicos), lipoproteínas (com lípidos), fosfoproteínas (com ácido fosfórico), metaloproteínas (com ferro ou outros metais) e glicoproteínas (com glícidos). A forma da proteína desempenha um papel importante na definição da sua função, sendo comum dividi-las em: proteínas fibrosas, insolúveis e resistentes a tensões mecânicas, constituídas por longas fibras ou lâminas (por exemplo, a queratina, principal constituinte das unhas e cabelos); e proteínas globulares, formadas por cadeias enroladas, na sua maioria solúveis (por exemplo, a hemoglobina). Existem também algumas proteínas com formas intermédias.
A forma das proteínas depende da sua estrutura, sendo distinguíveis quatro níveis diferentes de organização: a estrutura primária, que se refere à sequência linear de aminoácidos; a estrutura secundária, constituída pelo arranjo regular, periódico, da cadeia polipeptídica, que força a molécula a tomar uma forma em hélice ou "quebrada" devido à formação de ligações com características específicas; a estrutura terciária, que se forma quando a proteína se dobra, tomando uma forma compacta, em três dimensões, como, por exemplo, no caso das proteínas globulares, que formam um novelo; finalmente, se uma proteína é formada por mais do que uma cadeia polipeptídica, a estrutura quaternária refere-se à forma como essas cadeias se dispõem umas relativamente às outras.
Algumas das proteínas mais comuns, bem como a sua função, são indicadas na tabela em anexo.
As proteínas desempenham um papel importantíssimo na nutrição de todos os seres vivos, exceto das plantas. As plantas são capazes de sintetizar todos os aminoácidos de que necessitam a partir de substâncias inorgânicas, mas os animais (entre eles o Homem) apenas conseguem sintetizar alguns dos aminoácidos de que necessitam, pelo que os restantes, ditos aminoácidos essenciais, têm que ser obtidos através da alimentação. No caso do Homem, os aminoácidos essenciais são oito: fenilalanina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, tionina, triptofano e valina.
As proteínas ingeridas são decompostas nos seus aminoácidos constituintes durante a digestão. Estes aminoácidos são transportados através do sangue até às células, onde são utilizados para construir novas proteínas. A síntese das novas proteínas é codificada pelo ADN, ou seja, pela informação genética armazenada nos cromossomas, que é transmitida por intermédio do ARN-mensageiro aos ribossomas, estrutura da célula onde se dá a síntese.
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