psicose

O termo psicose foi criado pelo psiquiatra austríaco E. Feuchtersleben, em 1844, nas suas aulas de patologia mental em Viena. Este distúrbio era então encarado como outra qualquer doença de espírito.
Através das investigações, dos estudos e dos conhecimentos posteriormente adquiridos a psicose passou a ser entendida como um estado psíquico caracterizado por uma profunda alteração da consciência do sujeito e criação de uma nova realidade.
Os sujeitos psicóticos são principalmente caracterizados pelas suas ideias delirantes, pela dificuldade de identidade e pela perturbada tomada de consciência perante si mesmo e perante o mundo exterior. O delírio é a reação ou melhor é o sintoma essencial para estabelecer um diagnóstico ou quadro clínico de psicose. Trata-se de uma convicção sólida dum sujeito que o leva a aderir a uma realidade individual diferente e mais forte do que a realidade exterior que nós conhecemos.
Esta entidade clínica costuma ser dividida em dois tipos. Assim, temos a psicose aguda que se caracteriza como sendo um distúrbio mental breve e de aparição repentina em que os doentes apresentam crises brutais de possível causa orgânica (falha no saudável funcionamento do organismo). Como exemplo, nomeia-se a confusão mental conhecida pelas iniciais CM. Um segundo tipo são as psicoses crónicas também conhecidas por simples esquizofrenia, que são um distúrbio mental de longa duração caracterizado por ideias delirantes permanentes e em que os doentes não têm qualquer capacidade de fazer face às exigências da realidade.
No tratamento deste tipo de doença mental o psicólogo clínico ou o psiquiatra sentem mais dificuldade em comunicar com o psicótico por este viver numa realidade construída por si mesmo ("inventada"). Habitualmente estes especialistas do foro psicológico têm necessidade de rever o passado do doente através do relato de outras pessoas tais como familiares ou amigos íntimos.
Os doentes psicóticos não costumam procurar ajuda por iniciativa própria e tornam-se mais perigosos por viverem numa realidade diferente regida por outras regras que não as da nossa sociedade. Deste modo, como precisam de muita vigilância e porque é necessária a administração de medicamentos são normalmente internados.
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