Psycho

O mais categorizado filme de Alfred Hitchcock é, ao mesmo tempo, um dos mais célebres filmes de terror. Baseado num livro de Robert Bloch e filmado em 1960, a ação situa-se em Phoenix, onde encontramos Marion Crane (Janet Leigh), uma funcionária pública frustrada por não se poder casar com o seu namorado Sam Loomis (John Gavin), recém-divorciado e a pagar uma altíssima pensão de alimentação à ex-esposa. Ambiciosa, Marion rouba 40 mil dólares ao seu patrão e foge para a Califórnia, onde decide começar uma nova vida. Apanhada por uma tempestade, decide instalar-se num motel gerido por Norman Bates (Anthony Perkins), um jovem tímido e dominado por uma mãe doente. Contudo, Bates não passa de um homicida psicótico e mata Marion quando esta se encontra no duche. Intrigados com o desaparecimento de Marion, a sua irmã Lila (Vera Miles) e Sam decidem procurá-la e, horrorizados, descobrem o estranho mundo de Norman Bates. Apesar de Hitchcock, até à sua morte, ter sempre defendido que Psycho não passava duma comédia negra filmada a preto e branco para acentuar o suspense, este título tornou-se um clássico do terror e marcou a carreira futura do ator Anthony Perkins, que ficaria indelevelmente ligado à personagem de Norman Bates. A cena da morte de Marion no duche, acentuada pela música de Bernard Herrman, tornou-se emblemática e, apesar da sua curta duração, demorou cerca de dois dias para ser filmada. A Academia de Hollywood não reconheceu a grandeza do filme, tendo Hitchcock e Leigh recebido apenas nomeações nas categorias de Melhor Realizador e Melhor Atriz Secundária, respetivamente. Tal não impediu que este fosse o grande êxito em termos comerciais da carreira de Hitchcock. Aliás, o filme viria a merecer três continuações, todas elas produzidas e protagonizadas por Perkins, mas com uma qualidade muito distante do título original, destinando-se apenas a explorar o carisma da personagem Norman Bates. Em 1998, o realizador Gus Van Sant tentou homenagear Hitchcock, fazendo uma réplica atual exata, frame por frame e interpretada por Anne Heche, Vince Vaughn, Julianne Moore e Viggo Mortensen. Contudo, o filme de Saint foi muito mal recebido pelo público e destroçado pela crítica que o apelidou de obra insultuosa.
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