Quincy Jones

Músico e compositor norte-americano, nascido em 1933, em Chicago, Quincy Jones começou a sua carreira tocando trompete e fazendo arranjos musicais para a orquestra de Lionel Hampton. Mais tarde, fez arranjos musicais para Count Basie, Clifford Brown e Dinah Washington, entre outros, enquanto tocava na banda de Dizzy Gillespie.
Em 1961, começa a trabalhar na editora Mercury, onde chega a vice-presidente três anos mais tarde. Nessa altura, muda o rumo da sua carreira musical, trabalhando em bandas sonoras. Neste âmbito, e em 1965, atinge o estrelato com duas bandas sonoras em tons jazz: The Sendler Thread, do realizador Sydney Pollack e The Pawnbroker, de Sidney Lumet.
Em 1967, musica o filme In the Heat of the Night, de Norman Jewison, que será provavelmente o seu trabalho mais reconhecido em termos de composição para cinema. Em televisão, musicou séries como "The Cosby Show" e "Roots". Nestes trabalhos para cinema e televisão, Jones assimila diversos géneros e elementos musicais.
Arranjos musicais de extrema qualidade e um estilo blues-funk caracterizam a obra de Quincy Jones, quer a conduzir a produção de outros artistas, quer na gravação da sua obra-prima Walking in Space (1959).
Das suas produções musicais mais celebrizadas, destacam-se os álbuns Off the Wall (1979) e Thriller (1982) de Michael Jackson.
Da sua discografia, podemos destacar Body Heat (1974), que chegou a disco de ouro; Back on the Block (1989) e Q's Jook Joint (1995), que se caracterizam por uma abordagem eclética, envolvendo variações da música americana negra, com contribuições que por si só dignificam qualquer trabalho musical, como Ray Charles, Bobby McFerrin, Ice-T ou até Chaka Kan, entre muitos outros.
Um ícone e um dos mais respeitados artistas da indústria musical, compôs mais de 30 bandas sonoras, produziu dezenas de álbuns que chegaram a platina em termos de vendas, foi produtor executivo de séries televisivas ("The Fresh Prince of Bel Air") e de filmes (A Cor Púrpura, 1985, de Steven Spielberg), proprietário de várias estações televisivas, fundou a sua própria editora musical (Quest Records) e foi editor da revista Vibe.
Das edições mais recentes, uma nota para Ultimate Collection (2002), uma recolha de vários dos êxitos do cantor, no formato CD e SACD. No que diz respeito à sua ligação mais recente à Sétima Arte, uma referência para as participações nos filmes The Color Purple (1985), A Great Day In Harlem (1995) e Austin Powers - Goldmember (2002).
Como referenciar: Quincy Jones in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-10-20 05:11:37]. Disponível na Internet: