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quinina
A quinina é o alcaloide principal da casca da quina (seiva de árvores tropicais) de fórmula estrutural C20H24N2O2.
É um pó branco de sabor amargo e um veneno protoplasmático que, em concentrações apropriadas, atua sobre quase todas as células.
O efeito antipirético da casca da quina era já conhecido pelos índios sul-americanos.
A quinina foi isolada por P. J. Pelletier e J. B. Caventou em 1820 e por F. W. A. Sertrner em 1811.
A determinação da sua composição deve-se a A. Picet (1912) e a sua síntese total foi realizada pela primeira vez por R. B. Woodward e E. Doering em 1944.
Uma solução de quinina com uma diluição de 1/20 000 produz a morte dos infusórios (protozoários de uma infusão de feno, por exemplo paramécias) no espaço de poucas horas. Uma diluição de 1/100 000 inibe o movimento dos glóbulos brancos do sangue.
A quinina causa a morte dos plasmódios que originam a malária, numa diluição que não é perigosa para o corpo humano nem para as células sanguíneas.
A administração de quinina diminui a febre devido à atuação sobre o centro da temperatura no encéfalo.
Doses relativamente elevadas de quinina podem desencadear vertigens, dores de cabeça, zumbidos nos ouvidos, surdez, cegueira passageira, paragem cardíaca, entre outras perturbações.
No entanto, a quinina estimula a musculatura lisa, por exemplo do útero, ajudando o trabalho de parto, pelo que antigamente se usava como indutor de partos.
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