Quinta-feira negra

A chamada Quinta-feira negra foi o desastre na economia americana que precipitou a Grande Depressão dos anos 30. A crise económica estalou na América do Norte e estendeu-se à Europa e a outras áreas industrializadas do mundo.
No final dos anos 20, o mercado de ações da Bolsa de Valores de Nova Iorque, nos Estados Unidos, esteve sujeito a uma grande expansão que atingiu o seu auge no fim do mês de agosto de 1929. Os preços entraram em baixa nos meses de setembro e outubro, mas a especulação continuou. A 18 de outubro, o valor das ações sofreu uma queda vertiginosa e o primeiro dia de grande pânico deu-se a 24 de outubro de 1929, dia conhecido como Quinta-feira negra.
Com o colapso das estruturas financeiras do país, esse dia deu início à mais severa e prolongada Depressão experimentada pelo mundo ocidental industrializado. A crise só terminou dez anos depois e trouxe consequências nefastas sobretudo para as classes trabalhadoras. Para além de ter levado à ruína centenas de investidores particulares, a Depressão criou grandes dificuldades aos bancos (dos 25 000 existentes nos Estados Unidos, 11 000 declararam falência) e outras instituições financeiras.
As dificuldades só puderam ser ultrapassadas graças à implementação de um rigoroso plano de recuperação social e económica, da responsabilidade do presidente Franklin D. Roosevelt, plano que ficou conhecido pelo nome de New Deal.
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