Radovan Karadzic

Radovan Karadzic, nascido em 1945, era o líder dos sérvios bósnios na ex-república jugoslava da Bósnia-Herzegovina. Das montanhas de Montenegro, veio instalar-se com a sua família na capital da Bósnia (Sarajevo) quando contava apenas 15 anos. Na universidade da capital formou-se em Psiquiatria, que veio a praticar em hospitais locais, apesar de tal como outros imigrantes da montanha ter tido alguns problemas de integração social.
Por curiosidade trabalhou como psiquiatra da equipa de futebol de Sarajevo, compôs música popular sérvia e escreveu livros de poesia infantil. Nos anos noventa, as eleições multipartidárias começavam a ser dominadas pelos partidos nacionalistas e Karadzic fundou e presidiu o Partido Democrata Sérvio.
A guerra civil nesta região da ex-Jugoslávia teve início após a República ter votado pela sua independência em novembro de 1992. A partir deste momento passou a agir como presidente da autoproclamada República Sérvia. A comunidade internacional passou a considerá-lo um criminoso de guerra pelas atrocidades cometidas contra as populações muçulmana e croata. O acordo de paz de Dayton foi severamente criticado por Karadzic que, em 1996, acabaria por deixar a presidência.
Em julho desse mesmo ano, o Tribunal Penal Internacional de Haia emitiu mandatos de captura contra os mais proeminentes líderes sérvios bósnios, entre os quais Karadzic, que fugiu para escapar à Justiça, tendo sido capturado doze anos depois, a 20 de julho de 2008, em Belgrado, onde vivia sob falsa identidade.
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