Raimundo Correia

Poeta brasileiro, Raimundo da Mota Azevedo Correia nasceu a 13 de maio de 1860, na Baía de Magúncia (Maranhão), a bordo do navio S. Luís, e faleceu a 13 de fevereiro de 1911, em Paris.
A admiração nutrida por António Feliciano de Castilho levou-o desde muito cedo ao cultivo da poesia. Aos dezanove anos publicou Primeiros Sonhos (1879), volume de versos que foi bem acolhido pela crítica. Licenciado em Direito nesse mesmo ano, fundou em S. Paulo, juntamente com alguns colegas, a Revista de Ciências e Letras, um dos primeiros órgãos literários brasileiros interessados em defender e difundir o realismo. Depois de se formar, foi para o Rio de Janeiro, onde entrou para a magistratura. Ocupou também importantes cargos de carácter administrativo e diplomático. Em 1883 deu-se a publicação da importante obra poética Sinfonias, que o consagrou. Seguiram-se-lhe os volumes Versos e Versões (1887) e Aleluias (1891). A sua poesia abordava uma temática predominantemente filosófica.
Mais tarde, deixou-se absorver pela política, embora continuasse, por vezes, a publicar alguns versos de carácter cómico ou satírico em revistas e jornais. Em 1898, quando era representante diplomático em Lisboa, publicou uma antologia dos seus versos com uma introdução de João da Câmara. No ano seguinte, regressou ao Brasil e retomou a atividade de magistrado.
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