raio atómico

Devido às reduzidas dimensões que os átomos possuem não é possível medi-los. Mas, quando estes se encontram ligados uns aos outros, torna-se possível através de métodos de difração, conhecer as distâncias internucleares e, a partir daí, estimar os valores dos diferentes raios atómicos.
O raio atómico pode ser definido como a distância média, ao núcleo, dos eletrões que se situam na camada mais afastada do próprio núcleo (cerne).
No caso de um metal, o raio atómico é igual a metade da distância entre os núcleos de dois átomos adjacentes. A partir do esquema da Tabela Periódica verifica-se que de um modo geral, o raio atómico aumenta ao longo de um grupo e diminui ao longo de um mesmo período.
Ao longo do grupo aumenta o raio atómico devido ao facto dos eletrões de valência se encontrarem cada vez mais afastados do núcleo e, consequente, haver uma maior dimensão do átomo.
Ao longo do período diminui o raio atómico pois aumenta a carga nuclear pelo que os eletrões são cada vez mais atraídos para o núcleo, o que provoca uma contração da nuvem eletrónica.
Os raios atómicos permitem investigar as propriedades físicas dos diferentes átomos. Pode-se, por exemplo, determinar o momento magnético de um átomo no interior de um raio atómico. Para tal usa-se o método de ressonância do raio atómico.
Como referenciar: raio atómico in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-10-24 02:56:37]. Disponível na Internet: