raio iónico

O raio iónico, como o próprio nome indica, refere-se ao valor designado para o raio de um ião num sólido cristalino, baseado no pressuposto de que os iões possuem uma forma esférica.
Este pode ser usado na difração de raios X para medir a distância internuclear em sólidos cristalinos.
Os iões apresentam um tamanho superior ou inferior ao do átomo de onde provêm consoante sejam aniões (iões negativos) ou catiões (iões positivos). Assim, se um átomo se transforma num catião há remoção de eletrões de valência. Como o catião possui menos eletrões de valência, embora a carga nuclear não varie, as repulsões eletrão-eletrão diminuem e a força de atração que o núcleo exerce sobre eles aumenta, provocando uma contração da nuvem eletrónica.
Deste modo, um catião tem uma dimensão inferior à do átomo que o origina, pelo que o raio atómico é maior que o raio do catião.
No caso de um átomo se transformar num anião, há captação de eletrões. Embora a sua carga nuclear não varie, aumenta o número de eletrões e, por este motivo, as repulsões eletrão-eletrão aumentam também. Observa-se uma expansão da nuvem eletrónica. Desta forma, um anião possui uma dimensão superior à do átomo que o originou, pelo que o raio atómico é menor que o raio do anião.
De entre dois iões com carga igual, aniões ou catiões, apresenta maior raio iónico o que tiver maior número atómico.
Na Tabela Periódica, o raio iónico, regra geral, aumenta ao longo de um grupo e diminui ao longo de um período.
Como referenciar: raio iónico in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-06-18 14:49:40]. Disponível na Internet: