raposa

Mamífero carnívoro da família dos Canídeos de que se conhecem mais de vinte espécies. O seu peso pode variar entre os 4 e 15 quilos.
As raposas, distribuídas por todo o Norte da Europa e da América, caracterizam-se por um focinho comprido e uma cauda com um denso penacho de pelos. Vivem geralmente em tocas. Para a caça, utilizam a sua capacidade de se deslocar silenciosamente, em vez de utilizarem a velocidade.
A raposa comum (Vulpes vulpes) encontra-se na Europa e na Ásia Setentrional. Na América do Norte, a raposa vermelha (Vulpes fulva) é particularmente sujeita a variações da sua pelagem, podendo o pelo apresentar-se negro ou prateado. Esta espécie de raposa deu origem, a partir da captura de animais selvagens, a uma florescente criação de raposas, a tal ponto que as peles de raposa prateada de criação são mais abundantes no comércio que as provenientes de raposas mortas na Natureza. A raposa polar (Alopex lagopus), cuja distribuição se limita ao Polo Norte, é cinzenta no verão e branca no inverno. Há também uma variedade azul-ardósia, a raposa azul, que nunca fica branca. As raposas árticas apresentam orelhas curtas, o que, devido à sua pequena superfície, é uma proteção contra a perda de calor. Estas raposas são criadas em estado semisselvagem em numerosas ilhas ao longo do Alasca. A mais pequena de todas as raposas é o feneco-dos-Árabes (Fennecus zerda), a raposa dos desertos da África do Norte e Arábia. Esta raposa apresenta a cor da areia clara, é mais pequena que um grande coelho e possui orelhas enormes, que são uma adaptação aos climas quentes, na medida em que, sendo muito irrigadas, permitem a libertação do calor.
A alimentação das raposas é muito variada, sendo na sua maior parte constituída por pequenos roedores (42,6%) e por vegetais e sementes (18,3%). Alimentam-se de pequenos mamíferos, aves, insetos, minhocas, carne putrefacta e frutos silvestres.
Embora seja possível encontrá-las à luz do dia têm preferência marcada pela vida noturna.
A raposa é um animal solitário exceto na época do cio. A vida social das raposas é muito reduzida, pois na maior parte da sua vida tentam evitar o encontro com outros indivíduos da espécie. A única reunião efetiva ocorre durante a estação reprodutora. Em dezembro e janeiro, os machos começam a marcar o seu território. Em janeiro, a maioria das raposas entra em cio, embora possam ocorrer acasalamentos um pouco depois ou um pouco antes deste mês. O cio das fêmeas dura de vinte e quatro a trinta e seis horas. Ao fim de cerca de três meses, as crias nascem, normalmente entre 2 e 6 crias, raramente 8, e a fêmea dedica-se exclusivamente a cuidar delas até ao fim de agosto. As crias nascem cegas e surdas com uma pelagem macia e escura. Quatro semanas depois do nascimento, as crias ficam sós durante a noite, enquanto a raposa-mãe caça. É nesta altura que as crias começam a explorar a entrada da toca à sua guarda. A independência das pequenas raposas ocorre gradualmente entre setembro e novembro, meses a partir dos quais começam a marcar os seus territórios.
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