real (moeda)

O real (no plural réis ou reais) é uma antiga moeda nominal ou de conta que foi unidade do sistema monetário em Portugal desde o início da II Dinastia até à implantação da República (em 1910), sendo então substituído pelo escudo e este, a partir do ano 2002, pelo euro (=200,482 escudos).
O real era um sistema monetário decimal quando foi substituído pelo escudo que, igualmente decimal, passou a valer mil unidades do real. E o termo réis continuou a ser utilizado quando se designava, por exemplo, "dois contos de réis" em vez de dois mil escudos (2000$00), cerca de 10 euros (€10).
O real, desde a colonização, passou, também, a ser moeda do Brasil, embora tenha alternado com cruzeiros e cruzados. Era a seguinte a leitura do real: $001 - um real; $500 - quinhentos réis; 2$000 - dois mil réis; 20$000 - vinte mil réis; 2000$000 - dois contos de réis.

Em "Felizmente Há Luar!", de Sttau Monteiro, há referências ao real: 800$000 (oitocentos mil réis) por ano que Andrade Corvo considerava suficiente para "fazer figura nesta cidade"; 16000$000 (dezasseis contos de réis) anuais que Beresford ganhava pela sua tarefa de reorganização do exército português.
Para calcular a importância desses valores, basta recordar alguns vencimentos anuais no princípio do século XIX: Enfermeira (do quadro do pessoal da Casa das Rainhas): 53$900 réis; Moças de quartos: 38$230 réis; Confessor da rainha: 262$000; Capelão das damas: 82$000. Em 1834, o Mosteiro de Lafões e o edifício contíguo foram avaliados em 14000$000 (catorze contos de réis).
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