Rebelo da Silva

Figura destacada do Romantismo português, historiador, romancista, dramaturgo e crítico literário, nascido a 2 de abril de 1822, em Lisboa, e falecido a 19 de setembro de 1871, em Lisboa. Foi professor de História no Curso Superior de Letras, deputado em várias legislaturas, par do reino e ministro da Marinha, para além de membro de inúmeras sociedades científicas e literárias, entre as quais a Sociedade Escolástico-Filomática, o Conservatório Real e a Academia Real das Ciências. Frequentou o curso de Matemática na Universidade de Coimbra, entre 1840 e 1841, mas uma doença de peito, que viria a vitimá-lo, obrigou-o a interromper os estudos. Colaborou em diversos periódicos, entre os quais O Panorama, a Revista Universal Lisbonense, O Cosmorama Literário, A Época, a Revista Contemporânea de Portugal e Brasil, a Revista Peninsular, o Arquivo Pitoresco e os Anais das Ciências e das Letras. Discípulo e amigo de Herculano, trabalhou com ele na Biblioteca da Ajuda e imitou-o na prática do romance histórico, tendo publicado, entre muitas outras obras que o tornaram célebre, A mocidade de D. João V (1852-1853) e Lágrimas e Tesouros (1863), e da historiografia, sendo autor de uma História de Portugal nos séculos XVII e XVIII em cinco volumes (1860-1871). A notícia da sua morte provocou uma consternação geral. Como crítico literário, deixou uma imensa e interessante obra dispersa pelos inúmeros jornais e revistas em que colaborou, parte da qual foi recolhida nos volumes 32 a 34 das suas Obras Completas, intitulados Estudos críticos. Apreciações literárias.
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