Red Skelton

Ator, argumentista e comediante norte-americano, Richard Bernard Skelton nasceu a 18 de julho de 1913, em Vincennes, e morreu a 17 de setembro de 1997, em Rancho Mirage, Califórnia. O seu pai era palhaço num circo, sendo essa uma figura que marcaria a sua vida. Era tão pobre que com apenas 7 anos cantava nas ruas para ganhar algum dinheiro. Aos 10 anos, abandonou a escola para se juntar a um espetáculo itinerante. Foi ganhando experiência com alguns espetáculos burlescos, até que se estreou como comediante no início dos anos 30 em pequenos clubes noturnos.
A sua grande oportunidade surgiu quando foi trabalhar para o Paramount Theater, estreando-se depois na rádio em 1937. No ano seguinte, estreou-se no cinema em Having Wonderful Time, com Ginger Rogers. Autointitulado Richard "Red" Skelton, passou a ter a partir de 1941 o seu programa de rádio intitulado "Red Skelton's Scrapbook of Satire". No mesmo ano, atingiu o estrelato com Whistling in the Dark. Durante os anos 40, fez numerosos filmes para a MGM, especialmente comédias e musicais. Entre estes, destacam-se Panama Hattie (1942); I Dood It (Marido por Acidente, 1943); Bathing Beauty (Escola de Sereias, 1944), com Esther Williams; The Fuller Brush Man (1948); e Neptune's Daughter (1949), novamente com Esther Williams.
Em 1951, começou na NBC o seu programa televisivo "The Red Skelton Show", um programa de variedades onde desenvolveu a maior parte das suas personagens mais famosas (como o palhaço Freddy the Freeloader), que durou até 1971. Durante esse período, fez pouco cinema, destacando-se um raro papel dramático em The Clown (1953) e uma participação em Those Magnificent Men in Their Flying Machines (Os Gloriosos Malucos das Máquinas Voadoras, 1965), onde integrou um divertido prólogo que traçava a história da aviação.
Para além da representação, Skelton teve diversos outros interesses e funções. Foi um conceituado pintor de palhaços a óleo, desenhou pratos e tornou-se especialista na criação de bonsais. Além de escrever grande parte dos números que interpretava, também compôs muitas canções.
Em 1977, recebeu o prestigiado prémio Cecil B. De Mille. Mesmo depois de ter deixado de trabalhar regularmente na televisão, continuou a fazer atuações ao vivo até à data da sua morte.
Como referenciar: Porto Editora – Red Skelton na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-10-15 22:59:05]. Disponível em