Reino de Angkor

Angkor foi a capital de um vasto império cambojano, habitado por khmers de origem iraniano-indiana. Teve o seu período e florescimento nos primeiros séculos da nossa era (até ao século V), acabando por decair bastante no século XVI, quando foi invadida por siameses. Estes destruíram a cidade, da qual se conservam hoje alguns vestígios e admiráveis ruínas. Os khmers, portadores da civilização hindu, conquistaram nas suas incursões ao norte os países ocupados pelos siameses, impondo-lhes a sua cultura.
As influências iranianas e indianas fazem-se sentir por todo o império, especialmente na cultura. Foi talvez um indo-cita que trouxe a influência iraniana à primeira estatuária khmer. O nome Camboja está relacionado com os cambojanos - iranianos, nomeadamente no culto do Sol e da água, essenciais para a fertilidade da terra.
O rei khmer raramente executava qualquer função administrativa. O poder era uma oligarquia composta pelos membros da família real e pelas principais famílias sacerdotais, que se ligavam entre si através de laços matrimoniais, constituindo uma elite da restante população. Tal com o rei, os magnatas (embora a uma escala mais reduzida) erigiam templos ao seu culto pessoal, que se transformavam em túmulos depois da sua morte. As ruínas da cidade de Angkor são um belo testemunho destes monumentos, edificados quer por reis quer pelas classes abastadas.
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