Reinos Taifas

Taifa é uma palavra de origem árabe e significa grupo ou partido. Por isso, designaram-se reinos taifas os principados que apareceram após a fragmentação do califado de Córdova na Espanha muçulmana no século XI, fruto de dissenções internas que provocaram uma inevitável queda da monarquia omíada.
Tanto os Berberes como os escravos desejavam cada vez mais intervir nos assuntos de Estado: os Berberes devido ao facto de pretenderem os altos cargos militares, e os escravos porque conviviam de perto com o califa através da prestação de serviços domésticos ou desempenhando funções na casa civil. Acrescendo a este conflito vieram os problemas entre as etnias que provocaram um inevitável aumento da fragilidade da Andaluzia. Esta conjuntura explica a rápida queda do califado e a emergência de vários reinos fragmentados. Assim, surgiram os reinos independentes de Granada, de Sevilha, de Málaga, de Badajoz, de Múrcia, de Valência, de Saragoça, de Mértola, de Faro e de Silves, os quais, durante os primeiros trinta anos do século XI, marcaram a história do território.
Os taifas mais fortes foram sem dúvida os de Saragoça, de Granada e de Sevilha. Os sistemas de administração e de governação foram estabelecidos de acordo com uma tradição omíada. Os constantes conflitos em que se viam envolvidos entre si encaminharam-nos para a ideia da restauração da unidade do país, pois tinham de se defrontar com outro problema: a Reconquista Cristã. Para fazer face a este problema, os Reis de Granada, Sevilha e Badajoz aliaram-se ao soberano almorávida do Magrebe, Yusuf ibn Tachfin, conseguindo derrotar Afonso VI em Zalaca (1086), sem, no entanto, eliminar todo o poder do rei castelhano, que dominava ainda a Fortaleza de Aledo. O rei andaluz pedia então ajuda a Yusuf, que chegou em 1090 e assediou a fortaleza até ao seu abandono por Afonso VI. De 1090 a 1110 as dinastias andaluzas foram destronadas e o território ocupado pelos Almorávidas de forma progressiva: Granada, Córdova, Sevilha, Badajoz, Valência e Saragoça.
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