Renascença de Adriano

O imperador Adriano, filho adotivo do imperador Trajano, que deixou o Império durante a sua governação, reforçou a proteção das zonas fronteiriças na Bretanha (atual Inglaterra), na Germânia e ao longo do Danúbio; patrocinou grandes reformas na administração e promulgou o "édito perpétuo", uma compilação judiciária redigida pelo famoso jurisconsulto Salvius Julianus.
Adriano foi um amante das artes e das letras, que muito cultivou; para além desta paixão pela cultura, o imperador consagrou muito tempo na sua vida governativa a visitar grande parte dos territórios do império com o objetivo de o reformar para melhor administrar. Por onde passava, Adriano deixava a sua marca através da edificação de monumentos. Roma atribuiu ao imperador que lhe concedeu 20 anos de paz e de prosperidade a ponte de Aelius, atual ponte de Sant'Angelo (ou do Anjo) e o mausoléu vizinho onde o seu corpo foi sepultado.
Perto de Tivoli, nas cercanias de Roma, foi construída a Villa Adriana, uma villa assim chamada pelos locais aprazíveis que oferece e pelos monumentos que a decoram, inspirados nas suas inúmeras viagens.
Outro dos aspetos que marcaram a sua governação foi a dura repressão de uma revolta dos Judeus, à qual pôs cobro com a sua dispersão para fora da Palestina (Diáspora).
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