Richard Long

Escultor inglês, Richard Long nasceu a 2 de junho de 1945, em Bristol, na Inglaterra. Entre 1962 e 1965 frequentou, em Bristol, o West of England College of Art, deslocando-se em 1966 para Londres, onde completou os seus estudos artísticos na St Martin's School of Art (1966-1968).
No final dos anos 60, Long começou a questionar as formas tradicionais de expressão artística, nomeadamente ao nível da escultura e tentou libertar-se dos limites impostos pelos espaços de exposição das galerias ou dos museus, elegendo o território natural como suporte e material para as suas ações artísticas. Rapidamente se tornou, a par de Hamish Fulton, no expoente máximo do movimento da Land Art em Inglaterra.
Contrariamente aos artistas americanos da Land Art, como Walter de Maria ou Robert Smithson que denunciam a preferência pela grande escala, a obra de Long caracteriza-se pela pequena dimensão das intervenções e pela simplicidade das manipulações do meio natural. O fundamento e objetivo básico do seu trabalho é a reflexão sobre os conceitos de natureza e sobre o processo de transformação do espaço natural pelo homem. Grande parte da sua obra resultava das inúmeras viagens ou passeios que fez por todo o mundo. O artista assinalava as viagens deixando ao longo do percurso ou em determinados locais esculturas simples realizadas com pedras, troncos ou algas encontrados no caminho, como é o exemplo da instalação "Uma linha no Japão" (realizada em 1979), uma escultura simples realizada com pedras recolhidas durante uma escalada a uma montanha japonesa.
Estes trabalhos, de carácter efémero são representados em fotografias, esquemas ou textos que constituem geralmente os únicos testemunhos das obras e o meio de as relacionar com o público.
A partir dos anos setenta, Long produz esculturas e instalações permanentes para espaços interiores onde desenvolve as suas experiências anteriores ao nível do recurso a composições geométricas simples (linhas, círculos, espirais) e do emprego de materiais naturais. A peça "Linha de ardósia da Cornualha", 1990 é uma escultura em linha reta formada por fragmentos de ardósia escolhidos aleatoriamente durante uma caminhada nos campos da Cornualha.
A obra deste artista amplia as dimensões tradicionais da escultura através introdução de uma nova dimensão temporal que se refere às ações (percursos e viagens) que geraram o próprio trabalho.
Richard Long representou a Inglaterra na Bienal de Veneza de 1976 e, em 1989, ganhou o Turner Prize da Tate Gallery de Londres.
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