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Rima (na época medieval)
A rima é uma repetição fónica no final do verso, tendo por referência a última sílaba tónica, com consequente reforço do efeito musical e possibilidades mnemónicas do verso. Na lírica galego-portuguesa, encontram-se os esquemas rimáticos frequentes de "coblas unissonans", que obrigam a manter a mesma rima em todas as estrofes; de "coblas singulars", em que as rimas mudam de estrofe para estrofe; de "coblas doblas", que mantêm a mesma rima duas a duas; e de "coblas alternadas", que impõem uma rima para as estrofes pares e outra para as estrofes ímpares. Coincidindo com o emprego do dobre ou do mordobre, a rima corresponde, por vezes, à repetição das mesmas palavras ou de palavras derivadas. O trovador também usava o artifício de inserir no corpo da estrofe um verso que não rimava com nenhum dos outros, o verso branco, designado "palavra perduda", cuja utilização era considerada uma prova de virtuosismo poético.
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