Rio Amazonas

Rio da América do Sul. Com 6400 quilómetros de comprimento, é o segundo maior do mundo nesta grandeza (o primeiro é o Nilo), o maior em volume de águas e também o maior em área de bacia (6 500 000 Km2).
Nasce nos Andes peruanos (Ucayali/Apurímac) e a sua bacia hidrográfica abrange territórios de vários países como o Equador, a Guiana, o Peru, a Bolívia e a Venezuela. Cerca de metade do seu percurso, porém, é feito no Brasil, onde corre até ao oceano Atlântico, desaguando por um delta.
Estima-se que o Amazonas comporte 20% da água doce da superfície terrestre. Faz uma descarga de cerca de 34 a 121 milhões de litros de água por segundo e a superfície de território que o rio ocupa ronda os 6 milhões de Km2. O seu leito é largo, de 30 a 50 quilómetros, por ocasião das cheias, descrevendo grandes meandros. O regime depende da estação das chuvas: de janeiro a maio as chuvas provocam cheias nos afluentes da margem direita (rio Madeira, Tapajós e Tocantins) e, de maio a julho, facto idêntico se dá nos afluentes da margem esquerda (rio Negro). O rio transporta enorme quantidade de materiais que deposita, principalmente, junto à foz, formando inúmeras ilhas, uma das quais, a de Marajó, é tão grande como a Suíça.
O vale do Amazonas constitui o verdadeiro habitat da haevea, árvore da borracha que ali vegeta espontaneamente. As cidades mais importantes banhadas por este rio são: Manaus, próximo da confluência com o rio Negro, e Belém do Pará, na foz do Amazonas.
Um dos fenómenos mais admiráveis originados pelo vigor do rio Amazonas é a formação da pororoca (do tupi Pororog, que significa "estrondar"). Trata-se de uma onda de grandes dimensões que, provocada pelo encontro das suas águas com as do oceano, percorre o rio durante várias horas. Estima-se que a pororoca atinja velocidades próximas dos 25 km/h, podendo elevar-se até 6 metros.
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