Robert Bunsen

Químico alemão, Robert Wilhelm Eberhardt Bunsen, nasceu em Gotinga na Alemanha a 31 de março de 1811 e faleceu em Heidelberg, também na Alemanha a 16 de agosto de 1899.
Bunsen foi o mais novo de quatro filhos de Christian Bunsen, chefe de biblioteca e professor de línguas modernas na Universidade de Gotinga.
Entrou para a escola em Gotinga mas foi transferido para o Ginásio em Holzminden, no qual se graduou em 1828. Voltando a Gotinga, Bunsen entrou para a Universidade, onde estudou Química, Física, Mineralogia e Matemáticas. Bunsen doutorou-se em Física em 1830.
Em 1832 Bunsen parte para Paris onde trabalha no laboratório de Gay-Lussac e conhece proeminentes cientistas. Em 1833, Bunsen torna-se Privatdozent na Universidade de Gotinga. Em 1836, sucede ao químico Friedrich Wohler na Escola Politécnica em Kassel e em 1838 é nomeado professor extraordinário de química na Universidade de Marburg e professor ordinário quatro anos depois.
Em 1852 sucede a Leopold Gmelin na Universidade de Heidelberg onde permaneceu até se aposentar em 1889.
Bunsen nunca se casou. As suas aulas e pesquisas consumiam-lhe a maior parte do seu tempo, viajando frequentemente sozinho ou com os seus amigos.
Em 1934, Bunsen realiza a primeira pesquisa sobre a insolubilidade dos sais do ácido arsénico. Em 1835 e 1836, Bunsen trabalha com medidas de cristal de uma nova série de duplos cianetos.
Os trabalhos de Bunsen no domínio da química orgânica foram uma investigação dos compostos de cacodil, os resultados dos quais foram apresentados em cinco publicações entre 1837 e 1842.
Em 1843, Bunsen perde o seu olho direito numa explosão com cianeto de cacodil.
Entre 1838 e 1846, desenvolveu métodos para o estudo dos gases enquanto investigava a produção industrial de ferro fundido na Alemanha. Compilou a sua pesquisa sobre este fenómeno, em 1857, no seu único livro Gasometrische Methoden.
Grandemente interessado em geologia, Bunsen acompanhou uma expedição científica à Islândia em 1846, um ano depois da erupção do vulcão Hekla. Bunsen colheu amostras de gases emitidos pelas aberturas vulcânicas e estudou a ação desses gases sobre as rochas vulcânicas.
Entre 1840 e 1850, Bunsen realizou alguns melhoramentos na bateria galvânica. Em 1841, construiu uma bateria, conhecida desde então como bateria Bunsen, com carbono, ao contrário das mais caras de platina ou cobre. Em 1952, começou a usar técnicas eletromagnéticas para isolar metais puros em quantidades suficientes para determinar as suas propriedades físicas e químicas.
Na década de 1850, Bunsen desenvolveu o seu bem conhecido queimador. O bico de Bunsen, com a sua chama não luminosa, rapidamente suplantou o tubo de sopro de chama nos testes secos de química analítica. Bunsen usou o seu queimador para identificar metais e respetivos sais pelas características das suas chamas coloridas.
Na década de 1860, Bunsen e o físico alemão Gustav Robert Kirchhoff (1824-1887) trabalharam juntos para desenvolver o campo da espetroscopia. Esta análise permitiu a descoberta de um novo metal alcalino, o césio. O elemento foi designado por césio (do latim cesius, que significa céu azul) devido às suas linhas do espetro serem azul brilhante. No ano seguinte o elemento rubídio foi descoberto. Durante os anos seguintes, vários outros elementos foram identificados por métodos de espetroscopia: tálio, índio e escândio.
Bunsen foi distinguido por várias sociedades científicas. Em 1842 foi eleito membro estrangeiro da Sociedade de Química de Londres. Em 1853, tornou-se membro correspondente da Académie des Sciences. Foi nomeado como membro estrangeiro da Real Sociedade de Londres em 1858 e recebeu a Copley Medal em 1860. Em 1898, a sua contribuição científica à indústria foi reconhecida pela Sociedade de Artes Inglesa, a qual o premiou com a Medalha Albert.
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