Robert Wise

Realizador e produtor norte-americano, Robert Wise nasceu a 10 de setembro de 1914, na pequena cidade de Indiana, e faleceu a 14 de setembro de 2005, em Los Angeles. Foi através do irmão mais velho, que exercia funções de contabilista nos estúdios da RKO, que Wise entrou no mundo cinematográfico como assistente de montagem de efeitos sonoros. Em breve o seu talento levou-o a evoluir para o cargo de responsável principal pela montagem dos filmes do estúdio, tendo colaborado em filmes como The Hunchback of Notre Dame (O Corcunda de Notre Dame, 1939) e os clássicos de Orson Welles Citizen Kane (O Mundo a Seus Pés, 1941) e The Magnificent Ambersons (O Quarto Mandamento, 1942). A sua primeira oportunidade na realização deu-se quando co-dirigiu The Curse of the Cat People (A Maldição da Pantera, 1944). Prosseguiu na senda dos filmes de horror com The Body Snatcher (1945), baseado num romance de Robert Louis Stevenson e protagonizado por Boris Karloff e Bela Lugosi. Continuou a realizar filmes de série B até ao momento em que ganhou algum prestígio com o western Blood on the Moon (Céu Vermelho, 1948) e com The Set-Up (Nobreza de Campeão, 1949), uma película em que aparece retratado o mundo do boxe profissional pelos olhos de um pugilista veterano (Robert Ryan) que sonha com um grande regresso às lides mas que descobre que a competição está viciada. Em seguida, dirigiu um clássico da ficção científica The Day the Earth Stood Still (No Dia em que a Terra Parou, 1951), um dos primeiros filmes a abordar a temática de uma invasão extraterrestre. Experimentou também o género do melodrama com I Want to Live! (Quero Viver!, 1958), a história verídica de uma prostituta que comete um homicídio e é condenada à câmara de gás e que valeu a Susan Hayward o Óscar de Melhor Atriz. A consagração de Wise não tardou: venceu um duplo Óscar como Produtor e Realizador de West Side Story (Amor Sem Barreiras, 1961), um musical inspirado na peça Romeu e Julieta de Shakespeare, transposta para os bairros de Nova Iorque, focando a rivalidade entre dois gangs: os Jets e os Sharks. Repetiu a façanha quatro anos depois e com novo musical: The Sound of Music (Música no Coração, 1965). Para além de galardoados, foram ambos grandes êxitos de bilheteira o que ajudou a solidificar a carreira do realizador. Em 1966, venceu o Prémio Irving G. Thalberg pelos seus contributos para a arte cinematográfica. Os seus filmes seguintes não foram tão bem-sucedidos: o musical Star! (A Estrela, 1968), apesar da presença de Julie Andrews, pecou pela falta de credibilidade do argumento. Audrey Rose (1977) foi um filme de terror que focou o tema da reencarnação mas que desiludiu em termos comerciais tal como Star Trek, the Motion Picture (O Caminho das Estrelas, 1979), que não conseguiu convencer os fãs da série televisiva. O seu último trabalho de realização foi o telefilme A Storm in Summer (2000).
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