Roberto Rossellini

Cineasta italiano, nascido a 8 de maio de 1906, em Roma, e falecido a 3 de junho de 1977, na mesma cidade. Ficou conhecido como o "inventor" do neorrealismo italiano. Filho de um abastado arquiteto, deu os primeiros passos do cinema com a realização de curtas-metragens, a primeira das quais Dafne (1936). Por intermédio do filho de Mussolini que lhe garantiu um vantajoso subsídio, apresentou em 1942, a sua primeira obra de ficção: La Nave Bianca. Com o avanço da Segunda Grande Guerra, Rosselini continuou a receber subsídios do governo fascista, embora filmasse secretamente documentários anti-Mussolini. A sua primeira obra vincadamente neorrealista foi Roma, Città Aperta (Roma, Cidade Aberta, 1945) em que procurou retratar a Resistência italiana durante o domínio nazi. O filme foi exibido em diversos certames internacionais e impressionou positivamente o produtor David O. Selznicik. Este convidou o realizador para trabalhar em Hollywood, dirigindo um filme com a atriz Ingrid Bergman, mas esta preferiu ir filmar para Itália. A atriz apaixonou-se perdidamente pelo realizador, amor que foi rotulado de escandaloso visto Bergman ser casada na altura. O seu primeiro filme juntos foi o belo Stromboli (1950) a que se seguiu Europa '51 (1951), Siamo Donne (Nós, Mulheres, 1953), Viaggio in Italia (Viagem em Itália, 1953) e La Paura (O Medo, 1954). A ligação rompeu-se em 1957 quando Rossellini envolveu-se com a argumentista indiana Somali Des Gupta. Posteriormente, Rossellini dedicou-se fundamentalmente à realização de filmes para televisão, nomeadamente biografias pouco convencionais de personalidades de Luís XIV, Sócrates ou Santo Agostinho. O seu último filme foi também o mais controverso: Il Messia (O Messias, 1976). É pai da modelo e atriz Isabella Rossellini.
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