Rod Steiger

Ator norte-americano, Rodney Stephen Steiger nasceu a 14 de abril de 1925, em Westhampton, no Estado de Nova Iorque. Filho de um casal de atores amadores, abandonou os estudos liceais aos 16 anos para ingressar na Marinha. Lutou na Segunda Guerra Mundial, tendo sido soldado na esquadra naval do Pacífico. Findo o conflito, ainda esteve três anos na Marinha Mercante, mas decidiu aproveitar a oferta de uma bolsa de estudo para ex-combatentes para ingressar num curso de Artes Dramáticas. Em 1951, chegou ao prestigiado Ator's Studio, onde foi aluno de Lee Strasberg e conheceu a famosa técnica dramática do Método. Amigo do realizador Elia Kazan, foi por intermédio das influências deste que conseguiu estrear-se no cinema, com um pequeno papel de psiquiatra em Teresa (1951). Protagonizou o telefilme Marty (1953), antes de ter sido convidado por Kazan para interpretar a figura de Charley Malloy em On the Waterfront ( Lodo no Cais, 1954). A personificação enérgica de um advogado de uma organização mafiosa, irmão mais velho de Terry Malloy (Marlon Brando), valeu-lhe uma merecida nomeação para o Óscar de Melhor Ator Secundário. Apesar de ter perdido o galardão para Edmond O'Brien, Steiger continuou a promover interpretações bem conseguidas: foi um promotor de boxe sem escrúpulos em The Harder They Fall (A Queda Dum Corpo, 1956), o mítico gangster Al Capone (1959), um psiquiatra medíocre em The Mark (A Marca, 1961), um militar em The Longest Day (O Dia Mais Longo, 1962) e um médico em Doctor Zhivago (Doutor Jivago, 1965). Em The Pawnbroker (O Agiota, 1965) de Sidney Lumet, arrancou uma das mais portentosas interpretações da sua carreira como Sol Nazerman, um usurário judeu que vive no bairro de Harlem e que vive assombrado pelas memórias dos campos de concentração nazis. Como tal, recebeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Ator. Ficou patente que o momento de glória de Steiger estaria para chegar e este não teve que esperar muito: dois anos depois, por In the Heat of the Night (No Calor da Noite, 1967), recebeu o Óscar de Melhor Ator pela sua prestação de Bill Gillespie, xerife de uma pequena cidade sulista que é forçado a aceitar a ajuda do detetive negro Virgil Tibbs (Sidney Poitier) num caso de homicídio. Teve também um bom papel ao lado da sua esposa Claire Bloom em The Illustrated Man (O Homem Tatuado, 1969). Cometeu em seguida alguns erros de análise, ao recusar protagonizar os filmes Patton (1970) e The Godfather (O Padrinho, 1972). Vítima de um ataque cardíaco em 1974, regressou às filmagens dois anos depois ao encarnar o comediante W. C. Fields em W. C. Fields and Me (O Sr. Fields e Eu, 1976). Procurou depois papéis secundários em grandes produções como Jesus of Nazareth (Jesus da Nazaré, 1977). F. I. S. T. (1978) e The Amityville Horror (A Mansão do Diabo, 1979). Nas décadas seguintes, trabalhou sobretudo em filmes independentes e telefilmes. Nos seus últimos anos de vida, ainda fez aparições em filmes como Mars Attacks! (Marte Ataca, 1996) e The Hurricane (O Furacão, 1999). Morreu a 9 de julho de 2002 em Los Angeles, vítima de pneumonia.
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