Rosa Parks

Ativista dos direitos humanos norte-americana, Rosa Parks nasceu a 4 de fevereiro de 1913, em Tuskegee, no estado do Alabama, e faleceu a 25 de outubro de 2005.

Rosa Louise McCauley foi criada pela mãe e pelos avós, primeiro em Tuskegee e, posteriormente, em Montgomery. Aí estudou em escolas onde havia separação entre alunos negros e brancos, mas depois foi estudar para o Liceu do Estado do Alabama, onde só havia estudantes negros.
Aos 19 anos, casou com Raymond Parks, barbeiro de profissão. Ambos trabalhavam para a secção local da Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor. Rosa Parks viria a ser secretária desta associação nos anos 50.

No dia 1 de dezembro de 1955, quando regressava a casa após mais uma jornada de trabalho, Rosa Parks recebeu ordens do condutor do autocarro onde viajava para ceder o seu lugar a um homem branco. Recusou o pedido, o que levou a que fosse presa e multada em 14 dólares. Este caso, em que desafiou a lei para lutar por um direito pessoal e pela sua dignidade, fez com que os afro-americanos de Montgomery se organizassem num movimento pacífico contra a discriminação racial.

Para tal, foi organizado um boicote aos transportes públicos na cidade para que nestes não houvesse mais segregação racial. Um até então desconhecido sacerdote, chamado Martin Luther King Jr., envolveu-se na contestação e chamou a atenção do país para a injustiça que se vivia. Entretanto, os negros da cidade, com a ajuda de alguns brancos, organizaram-se de modo a transportar para o trabalho as pessoas que faziam o boicote.

O boicote, que teve a oposição das autoridades da cidade e do Estado do Alabama, durou 382 dias, ou seja, até 21 de dezembro de 1956. Nessa altura, tanto Rosa Parks como Martin Luther King já eram heróis nacionais nos Estados Unidos da América.

O Supremo Tribunal norte-americano, entretanto, declarou que era inconstitucional existir segregação racial em transportes públicos.

Em 1957, Rosa Parks e a família mudaram-se para Detroit, no estado do Michigan, porque eram vítimas de várias perseguições e ameaças desde que começara o boicote. Foi trabalhar com um congressista, mas continuou envolvida em lutas pela defesa dos direitos civis, tanto através da participação em marchas como com discursos. O movimento que havia sido criado em Montgomery continuava ativo uma década depois, sempre com o propósito de lutar por mudanças sociais sem recorrer à violência.

Aos poucos Rosa Parks foi deixando este tipo de atividades, mas a sua dedicação anterior foi sendo reconhecida com a atribuição de várias distinções. Em 1980, recebeu o Prémio da Paz Não Violenta Martin Luther King e, dezasseis anos depois, foi agraciada com a Medalha Presidencial da Liberdade. Em 1999, recebeu a Medalha de Ouro do Congresso.

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