Artigos de apoio

Roxy Music
Em finais da década de 60, Bryan Ferry (1945- ) estudava arte na Universidade de Newcastle e cantava em vários grupos rock, entre os quais os Gas Board, onde pontificava o baixista Graham Simpson. Em 1970, Ferry e Simpson decidiram fundar a sua própria banda, tendo recrutado Andy Mackay (1946- ), antigo membro da Orquestra Sinfónica de Londres. Mais tarde, e por intermédio de Mackay, Brian Eno (1948- ) juntou-se ao grupo, entretando batizado de Roxy. Através de um anúncio no jornal Melody Maker, entraram para os Roxy Music (o acrescentamento de "Music" foi imposto pela existência de uma banda americana com o mesmo nome) o baterista Paul Thompson (1951- ) e o guitarrista Davy O'List. Este último saiu em inícios de 1972, sendo substituído por Phil Manzanera (1951- ). Pouco tempo antes da gravação do primeiro álbum, Simpson abandonou o grupo. Os Roxy Music nunca o substituíram permanentemente, tendo optado por contratar baixistas para cada álbum e digressão.
Em 1972, foi lançado o álbum homónimo de estreia, que obteve êxito razoável e incluiu o single "Virgina Plain". Fazendo sensação no Reino Unido e na Europa, não só pela sua música, mas também, pela estética art-rock que ostentavam, os Roxy Music tiveram, no entanto, dificuldade em impor-se no mercado norte-americano. O segundo álbum, For Your Pleasure (1973), foi aplaudido no Reino Unido, mas simplesmente ignorado do outro lado do Atlântico.
Paralelamente aos Roxy Music, Bryan Ferry iniciou, em 1973, carreira a solo, com o álbum These Foolish Things (ver artigo). No mesmo ano, Stranded, do qual fez parte o êxito "Street Life", tornou-se no primeiro trabalho do grupo a atingir o primeiro lugar das tabelas de vendas.
O quarto álbum do grupo, Country Life (1974), marcou finalmente a aceitação do público norte-americano. Exibindo a imagem de duas modelos usando lingerie transparente na sua edição europeia, a capa do álbum foi alterada para o mercado norte-americano com uma fotografia de uma floresta.
Seguiu-se Siren (1975), que incluiu o clássico "Love Is The Drug". Após a respetiva digressão, o grupo anunciou uma paragem temporária para envolvimento dos seus membros em projetos a solo. Durante este hiato foi lançado Viva!, um registo ao vivo.
O regresso do grupo deu-se no outono de 1978, com um novo membro na formação, o teclista Paul Carrack. No ano seguinte surgiu, Manifesto (1979), um álbum de orientações soul-pop, com influências disco. Acessível a um maior universo de público, este trabalho produziu os sucessos "Dance Away" e "Angel Eyes". Antes da digressão internacional que se seguiria, o baterista Paul Thompson saiu do grupo, depois de ter partido um dedo num acidente de mota.
O ano de 1980 viu sair o segundo número um da carreira dos Roxy Music, o álbum Flesh + Blood, do qual fizeram parte os êxitos "Oh Yeah", "Same Old Scene", e "Over You". No ano seguinte, a versão do tema de John Lennon, "Jealous Guy", foi o primeiro single do grupo a alcançar o topo da tabela de vendas naquele formato.
Um tanto ironicamente, aquele que viria a ser o último álbum de originais do grupo, Avalon (1982), constituiu também o seu maior sucesso tanto em termos comerciais, como em termos da qualidade de produção e sofisticação musical. Clássicos como "More Than This", "Take A Chance With Me", e "Avalon" ficaram para sempre indissociados dos Roxy Music.
A banda terminou no ano seguinte. Desde então, foram editados diversos discos que registam momentos ao vivo dos Roxy Music, merecendo uma referência o álbum Live (2003), uma recolha de 22 temas da mítica reunião da banda para uma digressão que aconteceu 18 anos depois da separação. O estilo e a substância do grupo mantém-se inalterado e permanece para a eternidade.
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