Rubem Fonseca

Ficcionista brasileiro, José Rubem Fonseca nasceu a 11 de março de 1925, em Juiz de Fora, Minas Gerais, e faleceu a 15 de abril de 2020, no Rio de Janeiro.

Filho de portugueses transmontanos emigrados para o Brasil, residiu, desde pequeno, no Rio de Janeiro, acabando por se tornar um verdadeiro escritor carioca. Ao vencer o II Concurso Nacional de Contos do Paraná, em 1968, ficou a ser conhecido imediatamente nos meios críticos nacionais.

Licenciado em Direito e Mestre em Administração com formação nos Estados Unidos, passou algum tempo ligado aos quadros da polícia. Dessa forma, pôde recolher, através do contacto com a realidade criminal, a matéria principal da sua ficção: nos seus livros, enfrentam-se o homem da classe média e o proletário, o lutador de boxe, o polícia criminoso ou o bandido procurado.

As suas personagens são figuras do dia a dia de uma metrópole em total transformação, onde a violência se tornou uma rotina e a segurança uma palavra de significado vago. O herói ou anti-herói da sua narrativa é o burguês que explora a esposa, que mata pelo simples prazer de matar e se consome numa existência vazia.

A ficção de Rubem Fonseca, uma das mais representativas da literatura brasileira contemporânea, é um registo de diferentes comportamentos no seu microcosmo, motivados quer pela ambição e pela frustração sexual, quer pelo desnível social. O autor não tem a preocupação de situar definidamente a sua obra, mas sim de desenvolver uma narrativa fluente.

Em 2003 recebeu o Prémio Camões, tendo sido reafirmado como um dos melhores autores em língua portuguesa.

De entre as suas obras, destacam-se, para além de agosto e de Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos, os romances O Caso Morel (primeiro romance do autor), A Grande Arte e Bufo Spallanzani, e as coletâneas de contos Os Prisioneiros, A Coleira do Cão, Lúcia McCartney e O Cobrador.

Como referenciar: Porto Editora – Rubem Fonseca na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-11-30 05:28:31]. Disponível em