Ruínas das Portas de Montemuro

As primeiras referências ao topónimo Portam de Muro surgem no século XIII, no foral que Egas Gosendes concedeu à vila de Bustelo.
Portas refere-se sem dúvida a um ponto de passagem e Muro à muralha do povoado, pela certa abandonado e arruinado. A evolução do topónimo com que foi designado este grandioso acidente orográfico, primeiramente, no século X, Mons Gerontio ou Geronzo para pouco tempo depois, no século XIII, Mons Muro, sugere que esta povoação se manteve povoada até aos inícios da nacionalidade. Pacificado pois este território até então palco de guerras contra os mouros, como reza a tradição, a fortificação, talvez muito danificada, prosseguiu um destino de ruína.
Hoje só restam vestígios de uma muralha de forma poligonal irregular com cerca de 3 metros de espessura ocupando um perímetro de 1500 metros. São particularmente visíveis os troços de um e do outro lado da estrada que liga Castro Daire a Cinfães. A muralha é constituída por pedra não aparelhada, sem qualquer argamassa de ligação.
Memória deste povoado são ainda as pedras com letras que daqui foram retiradas e levadas para as povoações mais próximas, nomeadamente Alhões.
Como referenciar: Ruínas das Portas de Montemuro in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-10-22 02:47:51]. Disponível na Internet: