Ruínas do Mosteiro de Pitões das Júnias

Nas proximidades de Pitões das Júnias - aldeia transmontana do concelho de Montalegre - mas isolada num vale de grande beleza agreste, a Igreja e Mosteiro da Sta. Maria das Júnias é um modesto e interessante exemplar arquitetónico do românico do século XII.
A sua igreja é a única estrutura arquitetónica que permaneceu intacta, já que as restantes dependências conventuais se encontram num lastimoso estado de ruína. Refira-se ainda que o mosteiro foi vandalizado, através de um incêndio ateado na segunda metade do século XIX.
O pórtico do templo é uma singela obra românica, de arco de volta perfeita, marcado por robustas aduelas recortadas e lavradas com motivos geométricos relevados. Ao centro e num plano mais recuado, o tímpano é decorado por uma cruz de Cristo vazada, ladeada por dois triângulos, repousando sobre uma imposta lavrada com relevos florais e cruciformes. A arcada do portal assenta sobre um duplo dintel lavrado que percorre a parte inferior da parede exterior. Superiormente abre-se pequena fresta retangular, enquanto que a empena tringular é interrompida na parte central por estrutura retangular, sobre a qual se ergue um campanário de duas ventanas, ladeada por pináculos e encimada por uma composição de linhas contracurvadas, obra barroca que foi acrescentada posteriormente. O interior da igreja é simples, formado por corpo de nave única e cabeceira, não contendo elementos artísticos de valor.
Em redor do templo românico distribuem-se as abandonadas dependências monásticas, com o seu refeitório, dormitório, casa do Capítulo e claustro, mostrando o estado de ruína a que este mosteiro foi votado. Realce para as estruturas das arcadas do claustro, de pequenas dimensões, deixando ainda ver os seus mais importantes elementos construtivos.
Apesar do seu estado de ruína e abandono, Sta. Maria das Júnias seria classificado em 1950 como Monumento Nacional (M. N.).
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