Ruth Benedict

Ruth Benedict nasceu em 1887, nos Estados Unidos da América, e depois de ter estudado literatura, iniciou em 1920 os seus estudos em antropologia. Em 1923 apresentou a sua tese de doutoramento sob a orientação de Franz Boas e em 1934 escreveu uma das mais importantes e emblemáticas obras de Antropologia: Padrões de Cultura (Patterns of Culture).
Nesta obra, Ruth Benedict introduz o tema de modelos culturais e apresenta-nos uma visão dinâmica de cultura centrada na ideia de totalidade cultural. Mais concretamente, em Padrões de Cultura, Benedict compara e descreve os traços característicos de três culturas diferentes para defender a existência de modelos comportamentais típicos ao quais cada membro da sociedade se deve adaptar. Destaca, deste modo, dois padrões culturais de base: por um lado, o padrão apolíneo, de tipo equilibrado, ordenado e harmonioso e com uma propensão para o conformismo e para a arte; e, por outro lado, o padrão dionisíaco, mais violento, desordenado, conflituoso e com uma profunda tendência para a guerra.
Apesar de muitos pensadores acusarem Ruth Benedict de ter tentado generalizar demasiadamente a questão, na medida em que ignorou a imensa diversidade cultural e a englobou em dois modelos simplistas e antagónicos de base, o que é facto é que o seu trabalho teve um impacto importante na época, contribuindo para a defesa do relativismo cultural e para a necessidade de compreender o verdadeiro significado de cada cultura.
Ruth Benedict morreu em 1948, na mesma cidade onde nasceu: Nova Iorque. Para além de Padrões de Cultura (1934), Ruth Benedict deixou-nos um vasto conjunto de obras das quais se destacam:
1935, Zuni Mythology
1940, Race: Science and Politics
1946, The Chrysanthemun and the Sword
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