S. Bento II

Segundo Papa de nome Bento, nasceu em Roma em data incerta e morreu a 8 de maio de 685. Muito jovem entrou para a schola cantorum da Urbe, onde se distinguiu pelo seu conhecimento das Sagradas Escrituras e pelos seus dotes de cantor. Enquanto sacerdote, foi um excelente servidor de Cristo, famoso pela sua generosidade, humildade e amor pelos pobres. Foi nomeado Papa em 26 de junho de 684, ao fim de onze meses de vacância na Santa Sé e, para abreviar o período de espera entre a morte de papas e a nomeação seguinte, conseguiu do Imperador do Oriente Constantino IV (668-685) a emissão de um decreto que ou abolia as confirmações imperiais ou as tornava suscetíveis de serem conseguidas em Itália. Adotou os dois filhos do Imperador, aceitando os caracóis dos seus cabelos enviados por este. Para ajudar a suprimir o monotelismo, uma doutrina teológica que defende a existência de uma só vontade divina em Cristo, apesar das suas naturezas divina e humana, o que faria com que Cristo não fosse um verdadeiro homem, o Papa São Bento II desenvolveu todos os esforços para assegurar o apoio dos bispos das Espanhas para o cumprimento dos decretos aprovados no VI Concílio Geral Constantinopla III, em 680-681. O monotelismo acabou por ser definitivamente condenado no Concílio de Constantinopla em 680 - 681. Foi um dos papas que favoreceu a causa de São Wilfredo de York. Foi o responsável por ter mandado restaurar muitas das igrejas de Roma e dar condições ao seu clero para que este desenvolvesse amplas ações de caridade junto dos pobres. Considerado um dos papas que impôs o papado ao império, São Bento II foi enterrado na Catedral de S. Pedro.
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