S. Marcos I

Papa de origem romana e filho de Prisco, era um presbítero com largos poderes eclesiásticos já antes de ser eleito a 18 de janeiro de 336, sucedendo a São Silvestre I.
A progressiva distanciação doutrinal entre as igrejas de fundação grega e as de fundação latina alertou o imperador Constantino e fez com que mudasse a capital para Bizâncio, agora chamada Constantinopla. Por sua influência também os bispos desta cidade reivindicaram o título de patriarcas. Por estas razões, Roma, por um lado, perdeu parte da sua importância e preponderância, mas, por outro, pôde desfrutar de uma maior liberdade e poder local.
São Marcos construiu em Roma duas igrejas, uma dedicada a Santa Balbina e outra dedicada ao evangelista São Marcos, tendo igualmente elaborado um calendário com as festas religiosas.
Foi também este papa que instituiu o costume de enviar aos bispos o pálio (ou pallium, tira de lã branca decorada com cruzes que outorgava a categoria de arcebispo ou metropolita), que simbolizava a supremacia do pontífice romano sobre todos os outros devida à fundação por São Pedro e conferia dignidade àquele que o recebia. O bispo de Óstia, ao receber o primeiro destes pálios, ficou igualmente com a obrigação de rezar a missa de consagração dos papas, em Roma.
O seu papado terminou a 7 de outubro de 336.
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