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sabão
Dá-se a denominação genérica de sabão aos sais alcalinos de ácidos gordos superiores que contenham no mínimo oito átomos de carbono e de fórmula geral R-COO-Na+ e R-COO-K+.
O sabão é geralmente utilizado para dissolver gorduras, óleos e outras sujidades em água.
O sabão era já conhecido dos Sumérios e dos antigos egípcios, que o usavam tanto para lavagem da roupa como para fins medicinais, em forma de pomada.
O seu grande desenvolvimento resultou do processo descoberto por N. Leblanc em 1794, que tornou possível o fabrico industrial de carbonato de sódio (soda) e, simultaneamente, do hidróxido de sódio (soda cáustica).
Os sabões contêm uma cadeia hidrocarbonada hidrófoba (que repele a água) que se dissolve nas gorduras e óleos e um ou mais grupos hidrófilos (que atraem a água) solúveis em água.
As moléculas de sabão rodeiam a partícula de sujidade até a envolverem numa camada solubilizante denominada micela.
Existem duas classes de sabões: o sabão duro (sabão forte, sabão pedra), que se fabrica geralmente com hidróxido ou carbonato de sódio e constitui a maior parte dos sabões comuns e o sabão mole, que se fabrica com hidróxido ou carbonato de potássio. Este último, é viscoso e costuma apresentar uma cor verde, parda ou amarela-clara (sabão verde).
A obtenção de um sabão consegue-se quer por tratamento a frio ou a quente de gorduras de diversos tipos com uma solução de hidróxido de sódio ou potássio (saponificação), quer por neutralização com soda dos ácidos gordos obtidos na oxidação das parafinas.
A maior parte dos sabões produz-se a partir de gorduras não adequadas à alimentação humana, ainda que para a obtenção de sabões finos (sabonetes de cheiro) também se usem os óleos de palma, de coco e azeite, assim como óleos hidrogenados.
No processo clássico de fabrico de um sabão, o material gordo saponifica-se ao juntar-se lentamente a uma solução alcalina quente. À massa homogénea (pasta de sabão) obtida na saponificação junta-se um sal comum, que provoca a separação da massa numa camada de sabão que flutua e numa solução aquosa básica de sal comum e glicerina, que se recolhe no fundo do recipiente. A camada de sabão granular aquece-se até à ebulição e vai solidificando por arrefecimento.
O processo a frio, mais simples, baseia-se na aplicação de soluções alcalinas muito concentradas que produzem uma reação exotérmica. Este processo apresenta o inconveniente da glicerina permanecer na massa e não se recuperar, além do facto da saponificação ser incompleta.
Como referenciar: sabão in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2017. [consult. 2017-12-12 00:51:23]. Disponível na Internet: